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Corte de 0,25 ponto na Selic já está precificado nos fundos imobiliários

Analistas apontam que o mercado de FIIs antecipou o ajuste da taxa básica e agora foca nas sinalizações do Copom sobre o ciclo de juros.

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Foto: Times Brasil
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10/08 às 11:15, atualizado 21:03

Pontos principais

  • O mercado de fundos imobiliários já assimilou a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
  • O foco dos investidores migrou para o tom do comunicado do Banco Central sobre a continuidade da flexibilização monetária.
  • A curva futura de juros apresenta incertezas para 2027, refletindo riscos fiscais e preocupações com o prêmio de risco.
  • Fundos de tijolo dependem da trajetória de queda dos juros para uma recuperação gradual, enquanto fundos de papel seguem resilientes.

O mercado de fundos imobiliários (FIIs) já incorporou em seus preços a expectativa de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic. Segundo especialistas, o impacto direto dessa redução na precificação dos ativos é limitado, deslocando a atenção dos investidores para as sinalizações do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre os próximos passos da política monetária brasileira. A continuidade do ciclo de flexibilização é vista como o principal driver para o desempenho do setor nos próximos meses.

Enquanto os fundos de papel tendem a se beneficiar de patamares de juros ainda elevados, os fundos de tijolo permanecem mais sensíveis à curva de juros. O cenário atual é marcado por uma rotação na curva, com fechamento nos vértices curtos e abertura nos prazos mais longos, movimento impulsionado por incertezas fiscais e pela trajetória da dívida pública. Essa volatilidade, somada à proximidade de períodos eleitorais, reforça a necessidade de cautela e diversificação nas carteiras, uma vez que a queda da Selic não elimina os riscos macroeconômicos estruturais que ainda pressionam a avaliação de ativos no mercado brasileiro.

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