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Deflação nos EUA e queda da inflação no Brasil impulsionam mercado

Dados de deflação nos EUA e alívio inflacionário no Brasil reduzem expectativas de alta de juros e renovam o otimismo no mercado financeiro.

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Foto: Times Brasil
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14/07 às 11:15 · atualizado há 5min

Pontos principais

  • O CPI dos Estados Unidos registrou deflação de 0,4% em junho, a maior retração mensal desde 2020.
  • A inflação acumulada nos EUA permanece em 3,5%, ainda acima da meta de 2% do Federal Reserve.
  • No Brasil, o IPCA abaixo do esperado em julho impulsionou o Ibovespa, que acumula alta de 8,25% no semestre.
  • A indústria de fundos brasileira registrou captação líquida de R$ 127,2 bilhões em renda fixa no primeiro semestre.
  • Investidores estrangeiros inverteram o fluxo para vendas na B3 durante os meses de maio e junho.
  • As taxas de títulos do Tesouro Direto recuaram após a divulgação dos dados americanos e leilão comedido do Tesouro Nacional.
  • Incertezas geopolíticas, como o conflito entre EUA e Irã, seguem como fatores de risco para a volatilidade global.

O cenário macroeconômico global apresentou sinais de alívio com a divulgação de dados de inflação abaixo do esperado tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. A deflação de 0,4% registrada no CPI americano em junho, impulsionada principalmente pelos preços de energia, reduziu as apostas do mercado em novas altas de juros pelo Federal Reserve. Embora a inflação acumulada de 12 meses nos EUA ainda se mantenha em 3,5%, o dado foi interpretado como um sinal positivo para o processo desinflacionário, refletindo-se imediatamente na queda das taxas dos títulos do Tesouro Direto brasileiro.

No mercado interno, a desaceleração do IPCA renovou o otimismo dos investidores, apesar de um primeiro semestre marcado pela migração de capital para a renda fixa e resgates em fundos de ações. O Ibovespa encerrou o período com alta de 8,25%, mas analistas mantêm cautela quanto à sustentabilidade desse fluxo, citando o risco fiscal doméstico e a volatilidade geopolítica. O monitoramento do segundo semestre permanece focado na trajetória dos juros, no comportamento do capital estrangeiro e nas expectativas para o cenário político brasileiro.

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