UBS projeta novo corte da Selic em setembro pelo Banco Central
Economista do UBS aponta que inflação contida favorece redução da taxa básica de juros, apesar de incertezas fiscais e da política monetária dos EUA.
Pontos principais
- O Copom reduziu a Selic para 14% ao ano em sua última reunião.
- A expectativa do mercado é de um novo corte de 0,25 ponto percentual em setembro.
- A inflação controlada e o câmbio estável sustentam a continuidade do ciclo de cortes.
- A política monetária do Federal Reserve nos EUA é vista como um fator de risco para o dólar.
- O cenário fiscal para 2027 é apontado como a principal incerteza para a trajetória dos juros a longo prazo.
A economista Solange Srour, do banco UBS, avalia que o Banco Central brasileiro deve manter o ciclo de flexibilização monetária em sua próxima reunião de setembro. Com a Selic atualmente em 14% ao ano, após quatro cortes consecutivos, a perspectiva de uma nova redução de 0,25 ponto percentual é sustentada pelo comportamento favorável da inflação recente e pela estabilidade cambial. O cenário, contudo, exige cautela diante de variáveis externas e domésticas. A política monetária conduzida pelo Federal Reserve nos Estados Unidos permanece como um ponto de atenção, dado o potencial de pressão sobre o dólar que pode limitar a margem de manobra do Copom. Além disso, as incertezas em torno do cenário fiscal pós-eleitoral de 2027 continuam sendo o principal desafio para a definição da trajetória de longo prazo da taxa básica de juros no Brasil.
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