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Copom reduz Selic para 14% e mantém expectativa de novo corte em setembro

O Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 14% ao ano, com analistas projetando continuidade do ciclo de cortes caso o cenário macroeconômico se mantenha.

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Foto: InvestNews
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06/08 às 06:45 · atualizado 15:03

Pontos principais

  • O Copom reduziu a taxa Selic de 14,25% para 14% ao ano, o quarto corte consecutivo.
  • A taxa atingiu o patamar mais baixo desde março de 2025.
  • Economistas do UBS preveem nova redução de 0,25 ponto percentual em setembro.
  • A decisão de não sinalizar passos futuros foi interpretada como medida de prudência.
  • Incertezas fiscais e a política monetária dos EUA são os principais riscos monitorados.
  • O mercado reagiu com cautela, refletindo preocupações com a trajetória dos juros globais.
  • Setores dependentes de capital de giro devem sentir alívio imediato com a medida.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central oficializou a redução da taxa Selic para 14% ao ano, marcando o quarto corte seguido no ciclo de flexibilização monetária. Embora a decisão tenha vindo em linha com as expectativas do mercado, a ausência de um 'guidance' explícito sobre os próximos passos gerou reações mistas entre investidores, que monitoram de perto a volatilidade externa e os riscos fiscais internos. Apesar da cautela, especialistas como Solange Srour, do UBS, avaliam que a tendência de queda deve persistir em setembro, desde que não ocorram choques inflacionários significativos.

A manutenção da trajetória de queda é vista como um alívio sutil para a economia real, especialmente para setores que dependem intensamente de capital de giro, como a pecuária e a indústria de aves. Contudo, o Brasil ainda sustenta uma das maiores taxas de juro real do mundo, e a continuidade do ciclo de cortes permanece condicionada à estabilidade do câmbio e às decisões do Federal Reserve nos Estados Unidos. O cenário fiscal pós-eleitoral e as tensões geopolíticas no Oriente Médio, que pressionam o preço do petróleo, seguem como os principais desafios para a autoridade monetária na condução da política de juros nos próximos meses.

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