Visão geral
O Banco Central do Brasil (BCB ou Bacen) é a principal autoridade monetária do país, responsável por formular e executar a política monetária, garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, e supervisionar o sistema financeiro nacional. Atua como banco dos bancos, emissor de moeda e gestor das reservas cambiais. Recentemente, a instituição esteve sob escrutínio devido à liquidação extrajudicial do Banco Master, gerando questionamentos do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a motivação e o processo decisório. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu a atuação do BC no caso, classificando-o como o que pode ser a "maior fraude bancária" do país e destacando a conexão com a operação Carbono Oculto, que investiga um esquema de fraude tributária, lavagem de dinheiro e atuação do PCC no setor de combustíveis. A Fictor Holding, que havia apresentado proposta de compra, suspendeu a operação após a liquidação, alegando ter tomado conhecimento da decisão pela imprensa. O caso do Banco Master abalou o sistema financeiro, expondo fragilidades relacionadas à oferta de CDBs de alta rentabilidade garantidos pelo FGC e levantando críticas sobre a demora do Banco Central em intervir. Este episódio também colocou em xeque a agenda de inovação do BC e intensificou o debate sobre a necessidade de maior supervisão regulatória no setor bancário. Antes de sua liquidação, o Banco Master, através de seu economista-chefe, defendeu que as altas taxas de juros no Brasil não eram culpa do Banco Central, mas sim resultado de causas estruturais complexas e pressões inflacionárias, indicando que a questão é mais ampla do que ações pontuais de política monetária. Com a liquidação, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi determinado a se responsabilizar pelo ressarcimento dos credores, e a EFB Regimes Especiais de Empresas foi nomeada liquidante com amplos poderes. Os bens da controladora e dos administradores do Banco Master foram bloqueados, e o dono do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal. Em um esforço contínuo para aumentar a segurança dos cidadãos e a integridade do sistema financeiro, o Banco Central lançou a ferramenta BC Protege+, que permite o bloqueio da abertura de contas bancárias em nome do cidadão, visando combater fraudes e golpes. Essa iniciativa reflete o compromisso do BC com a modernização e a proteção dos usuários do sistema financeiro. Em decorrência do escândalo do Banco Master, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs a ampliação do perímetro regulatório do Banco Central, sugerindo que a fiscalização e regulação dos fundos de investimento, atualmente sob a alçada da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), passem para o BC, devido à grande intersecção entre fundos e finanças e seu impacto na contabilidade pública. Recentemente, o sistema Pix, operado pelo Banco Central, enfrentou instabilidade, afetando transações em diversos bancos e gerando milhares de reclamações, o que impactou a rotina financeira dos usuários. O Conselho Diretor do Banco Central, composto por nove membros e presidido por Gabriel Galípolo, encontra-se com duas vagas em aberto desde o final de 2025, após o término dos mandatos dos ex-diretores Diogo Guillen e Renato Gomes. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu o nome de Guilherme Mello, secretário de Política Econômica da Fazenda e economista de esquerda que defende cortes na taxa de juros, para ocupar uma dessas cadeiras. A decisão final sobre a indicação cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
