Juros futuros sobem com incerteza eleitoral e risco de sanções dos EUA
A cautela com o cenário eleitoral brasileiro e possíveis sanções dos EUA pressionaram as taxas de juros, ignorando o otimismo nos mercados globais.
Pontos principais
- As taxas de juros futuros registraram alta devido à incerteza sobre o quadro eleitoral e pesquisas de intenção de voto.
- A dificuldade da candidatura de Flávio Bolsonaro em consolidar apoios e definir uma chapa gerou reação negativa no mercado.
- Investidores adotaram postura defensiva diante do temor de novas sanções diplomáticas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
- O cenário internacional foi positivo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz e a queda nos preços do petróleo Brent.
- Analistas mantêm a previsão de corte de 25 pontos-base na taxa Selic pelo Copom na próxima reunião.
As taxas de juros futuros no Brasil encerraram o dia em alta, refletindo a cautela dos investidores diante do cenário eleitoral e de possíveis sanções diplomáticas por parte dos Estados Unidos. A dificuldade da candidatura de Flávio Bolsonaro em consolidar apoios e definir uma chapa gerou instabilidade, levando o mercado a uma postura defensiva. O movimento de alta ocorreu na contramão do otimismo externo, que foi impulsionado pela expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz e pela consequente queda nos preços do petróleo Brent. Apesar da volatilidade, o mercado financeiro mantém a expectativa de que o Copom reduza a taxa Selic em 25 pontos-base na próxima reunião, sustentado por indicadores econômicos recentes que ainda permitem o ciclo de flexibilização monetária.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
