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Juros futuros sobem com cautela eleitoral e temor de sanções dos EUA

A incerteza sobre o cenário eleitoral brasileiro e o risco de sanções diplomáticas dos EUA elevaram os juros futuros, apesar do otimismo externo.

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Foto: G1 Política
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04/08 às 18:45 · atualizado 05/08 às 06:33

Pontos principais

  • Taxas de juros futuros encerraram o dia com viés de alta devido à cautela com o quadro eleitoral.
  • Investidores monitoram dificuldades na consolidação da chapa de Flávio Bolsonaro.
  • Temores de sanções diplomáticas impostas pelos Estados Unidos pressionam a postura do mercado.
  • O cenário internacional apresentou otimismo com a possível reabertura do Estreito de Ormuz.
  • A expectativa de queda nos preços do petróleo Brent não foi suficiente para conter a alta dos juros locais.
  • Analistas mantêm a previsão de corte de 0,25 ponto percentual na Selic pelo Copom nesta quarta-feira.
  • A incerteza política e o prêmio de risco eleitoral seguem como principais focos de atenção dos investidores.

As taxas de juros futuros no Brasil registraram alta nesta quarta-feira, impulsionadas por um aumento na percepção de risco político e diplomático. O mercado financeiro demonstrou cautela diante do cenário eleitoral de 2026, especialmente com as dificuldades enfrentadas pela candidatura de Flávio Bolsonaro na definição de sua chapa e na consolidação de apoios. A instabilidade política, somada ao receio de que o país possa sofrer sanções diplomáticas por parte dos Estados Unidos, gerou uma postura defensiva entre os investidores, que elevaram o prêmio de risco dos ativos locais. Esse movimento de aversão ao risco ocorreu mesmo em um dia de otimismo nos mercados globais, motivado pela perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e pela consequente queda nos preços do petróleo Brent. A estabilidade externa, contudo, não foi capaz de neutralizar as preocupações internas que dominam o sentimento dos agentes econômicos. O foco do mercado permanece voltado para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) desta quarta-feira. A expectativa majoritária é de que o Banco Central reduza a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, levando-a para 14% ao ano. Analistas destacam que, além do corte em si, o teor do comunicado será fundamental para orientar as expectativas sobre o ritmo de flexibilização monetária para os próximos meses. A comunicação do BC é vista como um instrumento crucial para gerenciar a volatilidade diante das incertezas macroeconômicas e da proximidade do calendário eleitoral. A resiliência da atividade econômica e a inflação ainda acima da meta exigem, segundo especialistas, uma postura equilibrada da autoridade monetária para manter a credibilidade diante de um cenário eleitoral que se desenha acirrado e marcado por alta rejeição aos principais candidatos.

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