JPMorgan avalia que fluxo estrangeiro na B3 é passageiro
Banco aponta que entrada de capital externo é frágil e deve ser contida por incertezas eleitorais, juros elevados e falta de catalisadores domésticos.
Pontos principais
- O JPMorgan indica que o alívio recente no fluxo de capital estrangeiro para a B3 não deve se sustentar nos próximos meses.
- A projeção da Selic para o final de 2026 foi revisada para 13,75% devido à persistência da inflação.
- O posicionamento de investidores em ativos brasileiros permanece em níveis historicamente baixos.
- Incertezas eleitorais e o histórico de desempenho negativo da bolsa em anos de pleito são citados como freios ao mercado.
- Fatores externos, como a política monetária do Fed e o preço do petróleo, seguem como determinantes para o fluxo de capital.
O JPMorgan emitiu um alerta sobre a sustentabilidade do recente fluxo positivo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira. Segundo a instituição, o movimento é frágil e deve enfrentar dificuldades nos próximos meses, pressionado por um cenário de juros elevados e incertezas eleitorais. O banco revisou sua estimativa para a Selic ao fim de 2026 para 13,75%, refletindo a preocupação com a inflação persistente. Esse cenário é agravado pela falta de catalisadores domésticos e pelo baixo nível de posicionamento de investidores em ativos locais. Paralelamente, gestores de fundos recomendam cautela com títulos pós-fixados, sugerindo uma migração para ativos indexados à inflação diante do risco fiscal. A combinação de fatores macroeconômicos internos e a influência da política monetária dos Estados Unidos continua a ditar o ritmo de volatilidade no mercado brasileiro.
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