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Itaú Asset aponta quatro riscos para a queda da Selic em 2027

Fundo Itaú Artax alerta que incertezas fiscais e pressões inflacionárias podem limitar o ciclo de redução dos juros brasileiros a longo prazo.

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Foto: InfoMoney
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10/09 às 13:45, atualizado 18:32

Pontos principais

  • O fundo Itaú Artax identificou quatro fatores de risco que ameaçam a trajetória de queda da Selic em 2027.
  • Os entraves incluem efeitos climáticos do El Niño, impactos da reforma tributária e possível depreciação cambial.
  • A mudança na escala de trabalho 6x1 também é citada como um potencial fator de pressão inflacionária.
  • Especialistas alertam que a atual deflação pode ser transitória, mantendo cautela sobre a política monetária futura.

O fundo Itaú Artax divulgou um relatório destacando quatro riscos estruturais que podem dificultar a trajetória de queda da taxa Selic em 2027. Entre os principais entraves apontados pela gestora estão as incertezas fiscais, os impactos do fenômeno climático El Niño, os desdobramentos da reforma tributária e a possível depreciação cambial. Além disso, a análise menciona que alterações nas dinâmicas de trabalho, como o fim da escala 6x1, podem gerar pressões inflacionárias adicionais no médio prazo.

Diante desse cenário, economistas de instituições como a Fundação Dom Cabral e a consultoria Tendências reforçam que o atual movimento de deflação pode ter caráter transitório. A preocupação com a volatilidade dos preços do petróleo e o cenário macroeconômico global levam o fundo a manter uma alocação defensiva no Brasil. Enquanto isso, o mercado financeiro mantém o foco imediato na próxima reunião do Copom, onde a expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

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