Itaú Asset aponta riscos que podem travar queda da Selic em 2027
Relatório do fundo Itaú Artax identifica quatro fatores inflacionários que ameaçam a trajetória de redução dos juros brasileiros a longo prazo.
Pontos principais
- Mercado antecipa corte de 0,25 ponto percentual na Selic para 13,75% ao ano na próxima semana.
- Riscos para 2027 incluem efeitos climáticos do El Niño e impactos da reforma tributária.
- Mudanças na escala de trabalho 6x1 e possível depreciação cambial pressionam a inflação.
- Especialistas alertam que a deflação atual pode ser transitória devido aos preços do petróleo.
- Itaú Asset mantém estratégia defensiva no Brasil com foco em investimentos em inteligência artificial no exterior.
O fundo Itaú Artax divulgou uma análise indicando que a trajetória de queda da taxa Selic pode enfrentar obstáculos significativos em 2027. Entre os principais riscos citados estão as incertezas fiscais, a possível depreciação cambial e pressões inflacionárias decorrentes de fatores climáticos, como o El Niño, além dos impactos estruturais da reforma tributária e das mudanças na escala de trabalho 6x1.
Diante deste cenário, economistas de instituições como a Fundação Dom Cabral e a Tendências Consultoria reforçam que a deflação observada recentemente possui caráter transitório, mantendo a cautela sobre o preço do petróleo. Como resposta aos desafios domésticos, a Itaú Asset optou por manter uma alocação defensiva no mercado brasileiro, concentrando parte de seu risco em ativos internacionais ligados à cadeia de inteligência artificial.
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