Quem é Leandro Grass
Leandro Antônio Grass Peixoto, conhecido como Leandro Grass, é um professor, sociólogo e político brasileiro nascido em Brasília em 15 de junho de 1985. Filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT) desde julho de 2025, é candidato ao governo do Distrito Federal na eleição de 4 de outubro de 2026, com o número 13. Não ocupa cargo público desde abril de 2026, quando deixou a presidência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que comandou desde janeiro de 2023.
Foi deputado distrital de 2019 a 2022, eleito pela Rede Sustentabilidade, e disputou o governo do DF em 2022 pelo Partido Verde (PV), na Federação Brasil da Esperança, quando ficou em segundo lugar.
É bacharel em Sociologia e licenciado em Ciências Sociais pela Universidade de Brasília (UnB), onde também fez mestrado em Desenvolvimento Sustentável. Tem formação em gestão cultural pela Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI) e deu aulas no ensino básico e superior do DF. No registro de candidatura de 2026, declarou a ocupação de professor de ensino superior e um único bem, um apartamento em copropriedade avaliado em R$ 285 mil.
Esposa e vida pessoal
Leandro Grass é casado com Marcela Sá. Os dois se casaram em janeiro de 2020. Em 10 de setembro de 2026, durante a campanha, o casal anunciou nas redes sociais que espera o primeiro filho, um menino que deve se chamar João; Marcela estava então com dez semanas de gestação.
Candidatura ao governo do DF em 2026: número, vice e coligação
Grass concorre ao Palácio do Buriti pelo PT, com o número 13. A candidata a vice-governadora é Dora Gomes (nome civil Maria das Dores Gomes da Silva Santos), do PV, empresária e fundadora do Instituto É Possível, que atua em projetos de educação, justiça racial e de gênero e empreendedorismo. A escolha de Dora Gomes foi aprovada pela executiva regional do PT em 5 de agosto de 2026.
A chapa integra a coligação "DF do Povo", formada pelo PDT, pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) e pela Federação PSOL Rede (PSOL e Rede), segundo o registro no Tribunal Superior Eleitoral. O Tribunal Regional Eleitoral do DF deferiu o registro em 27 de agosto de 2026; na decisão, o desembargador Guilherme Pupe da Nóbrega registrou que a exoneração do Iphan, com efeitos a partir de 1º de abril, cumpriu o prazo de seis meses de desincompatibilização.
O PT oficializou a pré-candidatura em evento em 19 de maio de 2026. Também disputam o governo do DF, entre outros, a governadora Celina Leão (PP), Paula Belmonte (PSDB) e Ricardo Cappelli (PSB). O registro do ex-governador José Roberto Arruda (PSD) foi rejeitado pelo TSE em 24 de setembro de 2026, com base em condenações por improbidade no caso da operação Caixa de Pandora.
Saúde e cirurgia de 2026
No fim de janeiro de 2026, Grass passou por uma cirurgia ortognática, procedimento que reposiciona a maxila e a mandíbula, feito ao mesmo tempo que a correção de um desvio de septo. Segundo ele, a operação foi motivada por dificuldade para respirar: acordava cansado e descobriu que o problema estava na formação do rosto. A cirurgia durou cerca de oito horas e ele ficou alguns dias em repouso antes de voltar às atividades. A cirurgia ortognática muda a posição dos ossos da face e tem entre seus objetivos melhorar a respiração, a mordida, a fala e a estética.
Presidência do Iphan (2023-2026)
Em janeiro de 2023, Grass foi indicado pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, para presidir o Iphan, autarquia federal responsável pelo patrimônio cultural material e imaterial do país. Assumiu dias depois dos ataques de 8 de janeiro às sedes dos Três Poderes e anunciou como prioridade recuperar obras e monumentos danificados.
Em sabatina na TV Globo em 14 de setembro de 2026, afirmou que sua gestão executou mais de 150 obras pelo país, incluindo a restauração da Praça dos Três Poderes, e digitalizou o instituto. Na mesma entrevista, foi questionado sobre o cronograma dessa restauração: em 2024 ele havia previsto o início das obras para 2025 e a conclusão para 2026, mas elas só começaram em 2026. Grass respondeu que a obra dependeu de autorizações e alinhamento de projetos.
Deixou o cargo, a pedido, em 1º de abril de 2026, para cumprir o prazo legal de desincompatibilização.
Pesquisas eleitorais
Levantamentos registrados no TSE e divulgados na reta final do primeiro turno mostraram os seguintes números para Grass:
- Datafolha (22 a 24 de setembro, 910 entrevistas, registro DF-01888/2026): 23% no cenário sem Arruda, contra 42% de Celina Leão; em simulação de segundo turno, 34% contra 53% de Celina.
- Quaest (25 a 28 de setembro, 1.104 entrevistas, registro DF-02515/2026): 23%, contra 39% de Celina e 9% de Paula Belmonte.
- Datafolha (28 a 30 de setembro, 910 entrevistas, registro DF-00905/2026): 22% dos votos totais e 26% dos votos válidos, contra 53% de Celina nos válidos; em simulação de segundo turno, 32% contra 55%.
- Quaest (2 e 3 de outubro, 2.652 entrevistas, registro DF-04089/2026): 32% dos votos válidos, contra 53% de Celina e 10% de Paula Belmonte; em simulação de segundo turno, 33% contra 50%.
Pesquisas retratam a intenção de voto no período em que foram feitas e não são previsão de resultado.
Propostas
Em entrevistas durante a campanha, Grass apresentou as seguintes propostas:
- Saúde: decretar emergência e lançar um plano para reduzir as filas de exames, consultas e cirurgias, com mutirões nos fins de semana, telessaúde, contratação da rede filantrópica e programas federais como o Agora Tem Especialista. Promete ampliar a atenção primária, que chama de "Saúde Perto de Casa", e mudar o Instituto de Gestão Estratégica de Saúde (Iges).
- Meio ambiente: decretar emergência climática na primeira semana de governo, com reflorestamento, revisão do Plano Diretor de Ordenamento Territorial (Pdot) e retomada do programa Produtor de Água.
- Segurança pública: centrais de monitoramento em tempo real em cada região administrativa, comitês regionais que integrem Polícia Militar e Polícia Civil, reconhecimento facial e concursos periódicos para policiais e bombeiros. Disse ter mudado de posição sobre câmeras corporais: era contra em 2022 e passou a defendê-las.
- BRB: auditoria independente do Banco de Brasília em até 90 dias e um plano de liquidez e capitalização negociado com o Fundo Garantidor, a Fazenda e o Banco Central.
- Gestão e economia: concursos para reduzir a proporção de professores temporários, revisão de renúncias fiscais para enfrentar o déficit do DF, transformação da Terracap em agência de desenvolvimento e o programa "Brasília Capital da Tecnologia". Na mobilidade, a proposta se chama "DF nos Trilhos".
Trajetória política e partidos
Grass foi filiado ao PSB entre 2013 e 2016 e entrou na Rede Sustentabilidade em 2017. Em 2018, foi eleito deputado distrital pela Rede com 6.578 votos. É autor de leis que criaram o vagão exclusivo para mulheres no BRT Sul, garantiram acompanhante a pacientes internados em UTIs, substituíram as sacolas plásticas por biodegradáveis no DF e trataram da proteção da vegetação nativa do Cerrado.
Em fevereiro de 2022, filiou-se ao PV para disputar o governo do DF. Candidato da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV), com Olgamir Amancia como vice, recebeu 434.587 votos (26,25% dos válidos) e ficou em segundo lugar. O governador Ibaneis Rocha (MDB) foi reeleito no primeiro turno com 50,30%.
Em julho de 2025, ainda presidente do Iphan, filiou-se ao PT em ato com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja, que abonaram a ficha de filiação.
Ação de inelegibilidade (2022-2024)
Depois da eleição de 2022, a coligação Unidos pelo DF, de Ibaneis Rocha, moveu uma ação de investigação judicial eleitoral contra Grass e a vice Olgamir Amancia, acusando a campanha de usar o horário eleitoral e as redes sociais para propaganda negativa com desinformação contra o governador. Em 4 de março de 2024, o TRE-DF, por 4 votos a 2, declarou os dois inelegíveis por oito anos.
Em 14 de maio de 2024, o TSE reverteu a decisão por unanimidade. O relator, ministro André Ramos Tavares, concluiu que não houve abuso dos meios de comunicação e que as peças analisadas eram "críticas, ainda que agressivas, mas próprias do limite da disputa eleitoral". Com isso, Grass não tem inelegibilidade em vigor, e seu registro para 2026 foi deferido.
Patrimônio declarado
O que Leandro Grass declarou à Justiça Eleitoral ao registrar a candidatura: bens pelo valor de compra, como na declaração do Imposto de Renda, e não pelo valor de mercado.
A cada eleição
- 2018Deputado distrital · DF · REDE · eleitoR$ 312 milR$ 342,6 mi
- 2022Governador · DF · PV · não eleitoR$ 285 milR$ 5,6 mi
- 2026Governador · DF · PT · em disputaR$ 285 mil
De que é feito, em 2026
- Imóveis · 100%R$ 285 mil
Maiores bens
- Apartamento em copropriedade · ImóveisR$ 285.000
Fonte: Bens de candidato, TSE — a declaração entregue no registro de cada candidatura, eleições gerais de 2014 a 2026. Correção pelo IPCA (IBGE), do mês seguinte ao registro até agosto de 2026. Declaração de candidato não é avaliação de patrimônio nem indício de irregularidade.
Trajetória da candidatura
Cada etapa da candidatura de Leandro Grass (PT), com a data em que aconteceu e o documento ou a reportagem que a registra.
- 28 de agostoRegistro deferido
A Justiça Eleitoral julgou e deferiu o registro.
TSE — DivulgaCandContas, ficha do candidato (Leandro Antônio Grass Peixoto)
