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Analistas divergem sobre momento de investir em ações da Argentina

Relatórios do Itaú BBA e Bradesco BBI apresentam visões opostas sobre o potencial de valorização do mercado acionário argentino em 2026.

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Foto: InfoMoney
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18/10 às 06:31

Pontos principais

  • O índice S&P Merval acumula queda de 6,64% em 2026, apesar de alta de 47% nos últimos 12 meses.
  • Itaú BBA vê oportunidades em energia e bancos, enquanto Bradesco BBI recomenda venda por falta de gatilhos de curto prazo.
  • Projetos de investimento sob o regime RIGI somam cerca de US$ 50 bilhões em setores como petróleo, gás e mineração.
  • A incerteza política em torno das eleições presidenciais de 2027 permanece como um fator de volatilidade para o mercado.

O mercado financeiro mantém visões divergentes sobre a viabilidade de investimentos em ações argentinas neste ano. Enquanto o Itaú BBA aponta que os descontos atuais nos preços dos ativos oferecem oportunidades estratégicas, especialmente nos setores de energia e bancos, o Bradesco BBI adota uma postura mais cautelosa. O banco recomenda a venda de papéis, argumentando que a recuperação da atividade econômica doméstica ainda é lenta e que faltam gatilhos claros para impulsionar uma valorização consistente no curto prazo.

Apesar da desaceleração da inflação e da manutenção da disciplina fiscal pelo governo, o cenário macroeconômico ainda enfrenta desafios, como a fraqueza do crédito. Investidores monitoram de perto os desdobramentos políticos, incluindo o crescimento de figuras como Axel Kicillof em contraste com a gestão de Javier Milei, visando as eleições de 2027. Paralelamente, o regime de investimentos RIGI atrai cerca de US$ 50 bilhões para setores estratégicos, como agricultura, petróleo, gás, cobre e lítio, o que pode sustentar o interesse de longo prazo no país.

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