Recuperação econômica da Argentina segue frágil apesar de superávit
Economia argentina mostra sinais mistos com forte desempenho no setor externo, mas enfrenta retração no mercado de trabalho e queda no consumo.
Pontos principais
- O PIB da Argentina registrou queda de 0,9% no segundo trimestre de 2026.
- O superávit comercial acumulado atingiu US$ 23,7 bilhões em 12 meses até julho.
- O setor energético contribuiu com US$ 10,8 bilhões para o superávit comercial.
- Salários reais do setor privado caíram 2,8% no segundo trimestre.
- A confiança do consumidor recuou para 40,2 pontos em agosto.
A economia argentina apresenta um cenário de recuperação incerta, marcada por um forte desempenho do setor externo, mas com fragilidades estruturais na demanda interna. Enquanto o país acumula um superávit comercial de US$ 23,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo setor energético e pela valorização do petróleo, a atividade econômica interna ainda sofre para ganhar tração. O PIB encolheu 0,9% no segundo trimestre de 2026, refletindo um mercado de trabalho sob pressão, com queda no emprego formal e redução nos salários reais. Analistas do Itaú BBA e do Bradesco BBI apontam que a cautela do consumidor, evidenciada pela baixa confiança em agosto, limita a retomada de investimentos em bens duráveis. Apesar dos desafios econômicos, o ambiente político permanece favorável ao presidente Javier Milei, com especialistas indicando que a estabilidade do governo depende mais da fragmentação da oposição do que de uma aceleração imediata dos indicadores macroeconômicos.
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