Risco-país da Argentina atinge maior nível desde outubro de 2025
Indicador medido pelo JPMorgan acumula alta de 35% em um mês, pressionado por incertezas políticas e pelo cenário macroeconômico externo.
Pontos principais
- O indicador de risco-país da Argentina subiu 35 pontos em uma única sessão, acumulando alta de 185 pontos no último mês.
- Títulos da dívida argentina negociados no exterior registraram queda de 1,5% no dia e 6% no acumulado mensal.
- Analistas apontam a alta dos juros dos títulos americanos e as incertezas sobre as eleições de 2027 como principais catalisadores.
- O Itaú BBA avalia que a alta nos spreads não reflete uma deterioração dos fundamentos macroeconômicos, citando superávits primário e comercial.
O indicador de risco-país da Argentina, calculado pelo JPMorgan, atingiu nesta semana o seu nível mais elevado desde outubro de 2025. O índice, que mede a diferença entre os juros dos títulos soberanos argentinos e os títulos do Tesouro dos Estados Unidos, registrou uma sequência de oito sessões consecutivas de alta, acumulando uma valorização de 35% no último mês. O movimento reflete a desvalorização dos papéis da dívida argentina no mercado internacional, que recuaram 6% no período.
Especialistas atribuem a pressão sobre os ativos à combinação de juros elevados nos Estados Unidos e à cautela dos investidores com mercados emergentes, além de incertezas políticas relacionadas ao pleito presidencial de 2027. Apesar do cenário de volatilidade, relatórios do Itaú BBA indicam que os fundamentos macroeconômicos do país permanecem sólidos, sustentados por superávits primário e comercial, embora dados recentes apontem para uma desaceleração na indústria e na construção civil.
