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Moody's eleva nota de crédito da Argentina para B3

A agência de risco melhorou a classificação soberana do país, destacando a estabilização macroeconômica e a melhora nos fundamentos fiscais.

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Foto: InvestNews
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22/07 às 08:32 · atualizado 15:33

Pontos principais

  • A nota de crédito da Argentina subiu de Caa1 para B3, com perspectiva positiva.
  • Esta é a terceira melhoria na classificação soberana do país em menos de três meses.
  • A agência citou a redução do risco de inadimplência e o aumento de reservas internacionais como fatores decisivos.
  • O spread dos títulos soberanos argentinos atingiu o menor nível em oito anos, refletindo maior confiança do mercado.
  • Apesar da melhora, o país permanece em território especulativo, embora fora da categoria de alto risco.

A agência de classificação de risco Moody’s elevou a nota de crédito da Argentina de Caa1 para B3, um movimento que sinaliza o reconhecimento do mercado internacional quanto aos esforços de ajuste fiscal promovidos pelo governo de Javier Milei. A decisão marca a terceira melhoria na nota soberana do país em menos de três meses, refletindo uma percepção de maior previsibilidade econômica e a redução do risco de inadimplência. Entre os fatores citados pela agência estão a manutenção de superávits fiscais, a redução da inflação e o acúmulo de reservas internacionais, que superaram a marca de US$ 10 bilhões no primeiro semestre de 2026.

Apesar do otimismo dos investidores, que levaram o spread dos títulos soberanos ao menor patamar em oito anos, o cenário doméstico ainda apresenta desafios. Enquanto o governo consolida reformas estruturais e atrai capital para setores como energia e mineração, o consumo interno enfrenta dificuldades devido à alta inadimplência no crédito ao consumidor, que atingiu 12,1% em abril. A transição para um modelo econômico baseado em risco de crédito tem exigido adaptações complexas das instituições financeiras, que mantêm uma postura seletiva na concessão de novos empréstimos, limitando o impacto imediato da estabilização macroeconômica no poder de compra das famílias.

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