A economia argentina, sob a administração de Javier Milei, está passando por reformas significativas, incluindo a aprovação de um orçamento e uma abrangente reforma trabalhista que visa flexibilizar contratos e restringir greves. O país tem enfrentado uma inflação persistente, com a taxa anual de 2025 em 31,5%, mas com aceleração mensal em 2026, e um acordo comercial foi firmado com os EUA em fevereiro de 2026 para reduzir tarifas e impulsionar investimentos. A reforma trabalhista, aprovada em meio a protestos, busca reduzir custos e formalizar o emprego, mas é criticada por fragilizar direitos e não garantir a criação de novas vagas.
A economia argentina, historicamente marcada por ciclos de crescimento e crises, tem sido objeto de diversas reformas e políticas governamentais. Recentemente, sob a administração de Javier Milei, o país tem implementado medidas significativas, como a aprovação do orçamento e, mais notavelmente, uma reforma trabalhista abrangente, visando estabilizar e reestruturar sua situação econômica. Dados recentes indicam que a inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma redução significativa em comparação com os 117,8% registrados em 2024, apesar de uma aceleração gradual nos preços ao consumidor a partir de maio de 2025. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a Argentina firmou um acordo comercial com os Estados Unidos, prevendo redução de tarifas e um plano recíproco de investimentos, aprofundando a parceria econômica entre os dois países. Em janeiro de 2026, a inflação mensal acelerou pelo quinto mês consecutivo, atingindo 2,9% em relação a dezembro, elevando a taxa anual para 32,4%. Este cenário ocorre em meio a controvérsias sobre a metodologia de cálculo da inflação e a renúncia do chefe da agência nacional de estatísticas (INDEC). A reforma trabalhista, aprovada no Senado em fevereiro de 2026 e na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro de 2026, representa uma das maiores mudanças na legislação do trabalho em décadas, buscando flexibilizar contratos, jornadas e férias, além de restringir greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego. Críticos, como o presidente da Associação Latino-Americana de Advogados e Advogadas Trabalhistas, Matías Cremonte, argumentam que a reforma visa aumentar o lucro dos empregadores e subjugar os trabalhadores, sem criar empregos, e que na prática, proíbe greves ao expandir a definição de serviços essenciais e de importância transcendental.
Contexto histórico e desenvolvimento
Desde a posse de Javier Milei em 2023, a Argentina tem buscado implementar uma nova abordagem econômica. A aprovação do orçamento de sua gestão, a primeira desde que assumiu o cargo, ocorreu em um contexto de tensões políticas, inclusive com figuras como Mauricio Macri. Esta aprovação é um marco importante para a consolidação das políticas econômicas propostas pela atual administração. A inflação tem sido um desafio persistente, com os dados mais recentes mostrando um aumento contínuo nos índices de preços. A taxa anual de 2025 (31,5%) representou uma melhora substancial em relação a 2024 (117,8%), mas a inflação mensal tem acelerado gradualmente a partir de maio de 2025, com janeiro de 2026 registrando 2,9% e a taxa anual subindo para 32,4%. O governo de Milei implementou um forte ajuste econômico, paralisando obras federais e retirando subsídios, o que impactou diretamente os preços ao consumidor. No segundo semestre de 2025, uma crise política e a busca por apoio internacional, incluindo de Donald Trump, marcaram a gestão econômica. Em fevereiro de 2026, a parceria econômica com os Estados Unidos foi reforçada com a assinatura de um acordo comercial abrangente. Este acordo visa reduzir barreiras comerciais de longa data e oferecer acesso significativo ao mercado para exportadores dos EUA, com expectativa de expansão de negócios em setores como veículos automotores e produtos agrícolas, servindo como um modelo de cooperação entre os países das Américas. A administração de Milei enfrenta desafios para avançar com sua agenda de austeridade, que inclui o corte de subsídios às tarifas de serviços públicos, e ao mesmo tempo conter a inflação. A controvérsia em torno da metodologia de cálculo da inflação e a renúncia do chefe do INDEC em fevereiro de 2026 destacam as tensões internas sobre a medição e controle dos preços. A reforma trabalhista, aprovada na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro de 2026, continua a gerar debate, com críticas de especialistas que apontam para a fragilização dos direitos dos trabalhadores e a ausência de um impacto positivo na criação de empregos.
Reforma Trabalhista
Em fevereiro de 2026, o Senado argentino aprovou a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, por 42 votos a favor e 30 contra. Em 20 de fevereiro de 2026, a Câmara dos Deputados também aprovou o projeto, que agora segue para sanção. Esta reforma é considerada uma das maiores mudanças na legislação trabalhista argentina em décadas, revisando regras que, em sua maioria, remontam aos anos 1970. A votação foi marcada por forte tensão política e social, com manifestantes contrários à reforma entrando em confronto com a polícia em Buenos Aires. Sindicatos e partidos de oposição afirmam que a proposta fragiliza direitos históricos dos trabalhadores. Para garantir apoio político, o governo negociou cerca de 30 alterações no texto original, incluindo a retirada do artigo que permitiria o pagamento de salários por meio de moeda estrangeira ou carteiras digitais. Mesmo com os recuos, a proposta mantém grandes mudanças, visando reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego em um mercado onde cerca de 40% dos trabalhadores estão na informalidade.
Os principais pontos da reforma incluem:
Férias mais flexíveis: Poderão ser fracionadas em períodos mínimos de sete dias e negociadas fora do período tradicional (1º de outubro a 30 de abril).
Restrições a greves em setores essenciais: Exigência de um mínimo de prestação de serviço entre 50% e 75%, limitando o poder de paralisação dos sindicatos. Críticos, como Matías Cremonte, afirmam que a ampliação das atividades consideradas essenciais ou de importância transcendental, e a exigência de manutenção de 50% a 75% da atividade normal, na prática, anulam o efeito das greves.
Ampliação do período de experiência: Para até seis meses, podendo chegar a oito ou 12 em alguns casos, com indenizações reduzidas.
Flexibilização da jornada: Ampliação de 8 para até 12 horas diárias, desde que respeitado o descanso mínimo de 12 horas entre jornadas. A reforma também cria o banco de horas, permitindo que as horas extras sejam compensadas em outra jornada, em vez de serem pagas, e que a jornada seja contabilizada por períodos mais longos (ex: mensal), em vez de diária ou semanal. Embora o limite semanal de 48 horas permaneça, o cálculo mensal permite semanas com mais de 48 horas, desde que o total mensal não exceda o limite.
Mudanças na negociação coletiva: Permissão para acordos diretos entre empresas e sindicatos locais, em detrimento de convenções nacionais.
Alterações em indenizações e demissões: Redução no cálculo das indenizações e possibilidade de pagamento parcelado (em até seis vezes para grandes empresas e até 12 para pequenas e médias). A reforma cria o Fundo de Assistência Laboral (FAL), para o qual cada empregador contribui com uma porcentagem do salário do empregado. Em caso de demissão, a indenização é paga com recursos desse fundo, mas a contribuição é deduzida da assistência previdenciária, o que, segundo críticos, faz com que os próprios trabalhadores paguem suas indenizações e compromete a sustentabilidade da seguridade social.
Licenças médicas e acidentes de trabalho: Cobertos pelo sistema de seguros Aseguradora de Riesgos del Trabajo (ART), passam a ter limite de pagamento em casos de lesões ocorridas fora do ambiente de trabalho.
Combate à informalidade: Eliminação de multas por falta de registro trabalhista e criação de mecanismos de “regularização” dos vínculos, mas proibição da contratação de monotributistas (regime para autônomos) em funções que deveriam ser de trabalho formal, com relação de dependência.
Mercado digital e teletrabalho: Trabalhadores de plataformas passam a ser formalmente reconhecidos como independentes, com regras específicas e seguro de proteção, e o teletrabalho (home office) deixa de ter obrigações adicionais impostas durante a pandemia. Críticos apontam que a reforma exclui os trabalhadores de aplicativos da legislação trabalhista, dificultando a reivindicação de direitos e mantendo sua situação precária.
Justiça Nacional do Trabalho: Há uma proposta para que os Tribunais Nacionais do Trabalho desapareçam e suas funções sejam assumidas pelos tribunais comuns da cidade de Buenos Aires, o que é visto por especialistas como uma medida para favorecer os empresários.
A reforma não se aplica aos servidores públicos nacionais, estaduais ou municipais, com exceção das regras sobre greve em serviços essenciais. Especialistas apontam que, embora haja consenso sobre a necessidade de atualizar a legislação trabalhista, a proposta gera forte divisão social. A reforma pode trazer benefícios como maior dinamismo econômico e redução de custos para empresas, mas há riscos de fragilização das relações trabalhistas, aumento da insegurança no emprego e enfraquecimento do poder dos sindicatos. O governo defende que a reforma pode ajudar a reverter a perda de cerca de 300 mil empregos formais desde dezembro de 2023, enquanto críticos, como a Associação de Pequenas e Médias Empresas Industriais Argentinas (IPA) e Matías Cremonte, atribuem a destruição de empresas à abertura indiscriminada de importações e argumentam que a legislação trabalhista não tem impacto na criação de empregos, que depende da política econômica do governo.
Linha do tempo
2023: Javier Milei assume a presidência da Argentina.
2025: O orçamento proposto por Milei é aprovado no Senado, com 46 votos a favor e 25 contra.
Abril de 2025: Acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o Fundo Monetário Internacional (FMI).
Maio de 2025: Governo anuncia flexibilização para uso de dólares não declarados.
Junho de 2025: Lançamento de medidas como flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos e plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões.
Terceiro trimestre de 2025: Crise política e escândalo envolvendo Karina Milei.
Setembro de 2025: Derrota de Milei nas eleições da província de Buenos Aires; governo intervém no mercado de câmbio.
Outubro de 2025: Apoio financeiro dos EUA (US$ 40 bilhões) e acordo de swap cambial com os EUA.
26 de Outubro de 2025: Vitória de Milei nas eleições legislativas para a Câmara dos Deputados e o Senado.
Novembro de 2026: A inflação mensal registra alta de 2,5%.
Dezembro de 2026: A inflação mensal avança 2,8% em relação a novembro, atingindo 31,5% na comparação anual.
5 de Fevereiro de 2026: Estados Unidos e Argentina assinam acordo comercial com redução de tarifas e plano de investimentos recíprocos.
12 de Fevereiro de 2026: Reforma trabalhista de Milei é aprovada no Senado por 42 votos a favor e 30 contra.
20 de Fevereiro de 2026: Reforma trabalhista de Milei é aprovada na Câmara dos Deputados.
Fevereiro de 2026: Inflação mensal de janeiro de 2026 é de 2,9% (em relação a dezembro), elevando a taxa anual para 32,4%; Marco Lavagna renuncia ao cargo de chefe do INDEC após desentendimento com Milei sobre o adiamento da nova metodologia de cálculo da inflação.
1º de Março de 2026 (expectativa): Aprovação da reforma trabalhista até a abertura do período de sessões ordinárias do Congresso por Milei.
Principais atores
Javier Milei: Presidente da Argentina, responsável pela proposta e implementação das atuais políticas econômicas, incluindo a reforma trabalhista. Envolveu-se em desentendimento com o chefe do INDEC sobre a metodologia de cálculo da inflação.
Mauricio Macri: Ex-presidente da Argentina, mencionado em relação a tensões políticas no contexto da aprovação do orçamento.
Karina Milei: Secretária-geral da Presidência e irmã do presidente, envolvida em escândalo político em 2025.
Donald Trump: Presidente dos EUA, cujo apoio foi buscado por Milei para conter a instabilidade nos mercados e que recebeu Milei na Casa Branca para a assinatura do acordo comercial.
Senado da Argentina: Instituição responsável pela aprovação do orçamento proposto pelo governo e pela aprovação da reforma trabalhista.
Câmara dos Deputados da Argentina: Instituição que analisou e aprovou a reforma trabalhista após a aprovação no Senado.
Jamieson Greer: Embaixador norte-americano e negociador comercial, que anunciou o acordo comercial entre EUA e Argentina em fevereiro de 2026.
Pablo Quirno: Ministro das Relações Exteriores, do Comércio Internacional e do Culto da Argentina, que participou da reunião para a assinatura do acordo comercial com os EUA.
Marco Lavagna: Ex-chefe do INDEC, renunciou em fevereiro de 2026 devido a desentendimentos com o presidente Milei sobre o adiamento da nova metodologia de cálculo da inflação.
Luis Caputo: Ministro da Economia, que tentou minimizar as repercussões da saída de Lavagna e defendeu a decisão de adiar a nova metodologia de inflação.
Matías Cremonte: Presidente da Associação Latino-Americana de Advogados e Advogadas Trabalhistas, crítico da reforma trabalhista de Milei, argumentando que ela visa aumentar o lucro dos empregadores, subjugar trabalhadores e não criar empregos.
Fundo Monetário Internacional (FMI): Instituição que concedeu empréstimos à Argentina e cujos representantes estão em Buenos Aires para revisar o programa e discutir a metodologia de inflação.
Sindicatos e Partidos de Oposição: Atores sociais e políticos que se manifestaram contra a reforma trabalhista, alertando para a fragilização de direitos e organizando protestos.
Indicadores Econômicos Recentes
Em dezembro de 2026, a inflação na Argentina avançou 2,8% em comparação com o mês anterior. Na análise anual, a inflação atingiu 31,5%. Este dado representou uma aceleração em relação a novembro de 2026, quando o índice mensal havia registrado uma alta de 2,5%, indicando uma pressão contínua sobre os preços ao consumidor no país. A inflação anual de 2025 foi de 31,5%, uma queda significativa em relação aos 117,8% registrados em 2024. Ao longo de 2025, a taxa mensal de inflação permaneceu entre 2% e 3%, com uma aceleração gradual a partir de maio. Em janeiro de 2026, a inflação mensal acelerou pelo quinto mês consecutivo, subindo 2,9% em relação a dezembro, superando a mediana de 2,4% estimada por analistas. A taxa de inflação anual avançou para 32,4%. Alimentos, restaurantes, hotéis e contas de serviços públicos foram os principais impulsionadores das altas de preços no mês. A metodologia atual do índice de inflação da Argentina, baseada em uma cesta de bens não alterada há duas décadas, é considerada defasada, e a discussão sobre sua atualização gerou a renúncia do chefe do INDEC.
No terceiro trimestre de 2025, o mercado de trabalho argentino, segundo dados da Pesquisa Permanente de Domicílios (EPH) do INDEC, contava com 13,6 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 1 milhão de desempregados, resultando em uma taxa de desocupação de 6,6%. A população economicamente ativa somava 15,4 milhões de pessoas. Do total de trabalhadores, 71,9% eram assalariados, mas apenas 63,3% deles tinham emprego formal, com desconto previdenciário, enquanto 36,7% trabalhavam sem carteira assinada. Considerando também os trabalhadores por conta própria (cerca de 24,5%), a informalidade atingia aproximadamente 43% do mercado de trabalho. O setor de serviços concentrava a maior parte dos empregos (cerca de 70%), seguido pela indústria e construção (aproximadamente 22%), e pela agropecuária (cerca de 8%). Apesar do desemprego relativamente baixo, o mercado era marcado por elevada informalidade, subocupação e jornadas extensas, com mais de um quarto dos ocupados trabalhando acima de 45 horas semanais. Desde dezembro de 2023, cerca de 300 mil empregos formais foram perdidos, especialmente na construção civil, na indústria e em economias regionais.
Crise Política e Apoio Internacional
No terceiro trimestre de 2025, o governo de Javier Milei enfrentou uma forte crise política, desencadeada por um escândalo envolvendo Karina Milei, secretária-geral da Presidência. Esta crise, aliada a uma derrota eleitoral na província de Buenos Aires em setembro, gerou instabilidade nos mercados, com o peso argentino atingindo seu menor valor histórico e despencando quase 40% frente ao dólar ao longo de 2025. Para conter a volatilidade e restaurar a confiança, os Estados Unidos, com o apoio de Donald Trump, anunciaram um acordo de swap cambial de US$ 20 bilhões em outubro, elevando o socorro financeiro total para US$ 40 bilhões. Após este apoio, Milei obteve uma importante vitória nas eleições legislativas de outubro, o que ajudou a estabilizar o dólar e pode garantir a continuidade das reformas. Em fevereiro de 2026, a parceria com os EUA foi solidificada com um novo acordo comercial que visa reduzir tarifas e promover investimentos recíprocos, expandindo negócios em setores como veículos automotores e produtos agrícolas. Mais recentemente, em fevereiro de 2026, a administração Milei enfrentou uma crise no órgão de estatísticas (INDEC) após a renúncia de seu chefe, Marco Lavagna, em meio a um desentendimento sobre o adiamento da implementação de uma nova metodologia de cálculo da inflação. Autoridades do FMI estão em Buenos Aires para revisar o programa de US$ 20 bilhões e devem discutir o cronograma de adoção da nova metodologia. Além disso, a aprovação da reforma trabalhista no Senado em 12 de fevereiro de 2026 e na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro de 2026 foi marcada por protestos e confrontos entre manifestantes e a polícia em Buenos Aires, evidenciando a tensão social e política em torno das medidas econômicas do governo.
Medidas Econômicas
O governo Milei implementou uma série de medidas para fortalecer a economia e cumprir o acordo com o FMI. Em abril de 2025, foi alcançado um acordo de US$ 20 bilhões em empréstimos com o Fundo Monetário Internacional. Medidas adicionais incluíram a flexibilização do uso de dólares mantidos fora do sistema financeiro (sem obrigatoriedade de declarar a origem), a flexibilização no uso de pesos e dólares no mercado de títulos públicos, e um plano de captação de empréstimo de US$ 2 bilhões. O governo também se comprometeu a reduzir a emissão de moeda pelo Banco Central e, em setembro de 2025, interveio no mercado de câmbio para garantir a oferta de dólares e evitar desvalorizações abruptas do peso. Em fevereiro de 2026, um acordo comercial com os Estados Unidos foi assinado, com o objetivo de reduzir tarifas e implementar um plano de investimentos mútuos, visando expandir o comércio em diversas áreas, incluindo veículos automotores e produtos agrícolas. Além dessas, a reforma trabalhista, aprovada no Senado em 12 de fevereiro de 2026 e na Câmara dos Deputados em 20 de fevereiro de 2026, é uma medida econômica central que busca flexibilizar contratos de trabalho, modificar regras de férias e jornada, facilitar demissões e impor limites em greves, com o objetivo de reduzir custos trabalhistas e estimular a formalização do emprego. Apesar dos esforços, Milei tem enfrentado dificuldades para conter a inflação enquanto avança com sua agenda de austeridade, que prevê o corte de subsídios às tarifas de serviços públicos. Há planos de elevar novamente as contas de luz e gás em fevereiro de 2026, e os custos com educação e vestuário tendem a disparar em março, indicando futuras pressões inflacionárias. A decisão de adiar a nova metodologia de cálculo da inflação pelo INDEC, que gerou a renúncia de seu chefe, também é parte das medidas econômicas e políticas do governo.
Termos importantes
Orçamento: Plano financeiro que detalha as receitas e despesas esperadas de um governo para um período específico, geralmente um ano.
Votação geral: Processo de votação em que um projeto de lei é aprovado ou rejeitado em sua totalidade, após debates e possíveis emendas.
Inflação: Aumento generalizado e contínuo dos preços de bens e serviços, resultando na diminuição do poder de compra da moeda.
Swap Cambial: Acordo entre bancos centrais para trocar moedas, geralmente para aumentar a liquidez em moeda estrangeira de um país.
Cepo Cambial: Sistema de restrição cambial que limita a compra de moedas estrangeiras por cidadãos e empresas.
Acordo Comercial: Tratado entre dois ou mais países para reduzir ou eliminar barreiras tarifárias e não tarifárias, facilitando o comércio e o investimento mútuo.
INDEC: Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina, responsável pela coleta e divulgação de dados estatísticos, incluindo a inflação.
Metodologia de Cálculo da Inflação: Conjunto de regras e procedimentos utilizados para medir a variação dos preços ao consumidor, geralmente através de uma cesta de bens e serviços representativa.
Reforma Trabalhista: Conjunto de alterações na legislação do trabalho de um país, visando modificar aspectos como contratos, jornadas, salários, demissões e direitos sindicais, com o objetivo de impactar o mercado de trabalho e a economia.
Informalidade no Trabalho: Situação em que trabalhadores não possuem registro formal de emprego, não contribuem para a previdência social e não têm acesso a benefícios trabalhistas, caracterizando uma parcela significativa do mercado de trabalho argentino.
Monotributistas: Regime simplificado de tributação para pequenos contribuintes e autônomos na Argentina.
Fundo de Assistência Laboral (FAL): Fundo criado pela reforma trabalhista para o pagamento de indenizações por demissão, com contribuições deduzidas da assistência previdenciária dos trabalhadores.
Serviços Essenciais/de Importância Transcendental: Categorias de serviços cuja interrupção por greve é restrita pela reforma trabalhista, exigindo a manutenção de um percentual mínimo de atividade.