Javier Milei iniciou sua carreira política e ascendeu à presidência da Argentina em 2023. Desde que assumiu o cargo, seu governo tem enfrentado desafios e buscado a aprovação de suas pautas no Congresso. Um dos marcos de sua gestão foi a aprovação do orçamento nacional, a primeira desde sua posse, que ocorreu em meio a tensões políticas internas. Em sua política externa, Milei demonstrou uma guinada significativa em relação à China. Durante sua campanha, ele havia prometido não negociar com países considerados "comunistas", mas, uma vez na presidência, passou a elogiar a China como um parceiro comercial "muito interessante", adaptando sua postura de forma pragmática diante das necessidades econômicas e interesses comerciais da Argentina. Em maio de 2024, em uma entrevista à BBC, Milei criticou seus oponentes políticos, afirmando que os "perdedores que afundaram o país agora choram pelo meu reconhecimento internacional". A gestão de Milei também tem sido acompanhada por dados que indicam um aumento da pobreza na Argentina desde sua posse. As relações com o Brasil, sob a presidência de Lula, têm sido marcadas por tensões diplomáticas, evidenciadas por um "cumprimento gélido" entre os líderes na cúpula do G20 em novembro de 2024, conforme repercutido pela imprensa argentina. Além disso, a postura de Milei, mesmo com seu apoio às negociações, tem gerado apreensão no governo brasileiro sobre o futuro do acordo Mercosul-União Europeia, especialmente em um cenário internacional turbulento e com a possível vitória de Donald Trump nos EUA. Em dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Milei criticou abertamente o bloco, afirmando que ele é uma "prisão" para seus integrantes e clamando por reformas nas regras para permitir que os países membros possam negociar livremente com outros parceiros, buscando maior autonomia comercial. A relação de Milei com a imprensa tem sido de confronto, com um aumento notável de ataques verbais e físicos a jornalistas. Dados de 2024 indicam 179 agressões, um aumento de 53% em relação a 2023. No âmbito econômico, o primeiro ano de seu governo, 2024, encerrou com uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,8%, um desempenho melhor do que a queda de 3,5% projetada pelo Banco Mundial. Essa retração é atribuída às rigorosas medidas de ajuste fiscal implementadas por sua administração, que, embora tenham contido uma queda maior, também levantaram preocupações sobre os custos sociais e a evasão de investimentos no país.
A política externa de Javier Milei tem se caracterizado por uma abordagem pragmática. Inicialmente, durante sua campanha, Milei expressou uma postura de não negociar com países considerados "comunistas", incluindo a China. No entanto, após assumir a presidência, houve uma notável mudança de discurso, com Milei passando a descrever a China como um parceiro comercial "muito interessante". Essa adaptação reflete a prioridade dada aos interesses econômicos e comerciais da Argentina, culminando no agendamento de um encontro com o líder chinês para fortalecer as relações bilaterais. Milei também tem planos para as Ilhas Malvinas, um tema de longa data na política externa argentina, conforme abordado em entrevista de maio de 2024. As relações com o Brasil, por outro lado, têm sido marcadas por tensões diplomáticas. Um exemplo notável foi o "cumprimento gélido" entre Milei e o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva durante a cúpula do G20 em novembro de 2024, um evento que a imprensa argentina interpretou como um reflexo das atuais tensões entre os dois países. Além disso, o governo brasileiro teme que a postura de Milei, apesar de seu apoio às negociações, possa impactar negativamente o acordo Mercosul-União Europeia, especialmente em um ambiente internacional turbulento e com a possível vitória de Donald Trump nos EUA, fatores que complicam o fechamento do pacto. Em 6 de dezembro de 2024, durante a cúpula do Mercosul em Montevidéu, Milei intensificou suas críticas ao bloco, descrevendo-o como uma "prisão" para os países membros. Ele defendeu a necessidade de reformas nas regras do Mercosul para permitir maior flexibilidade e autonomia para que os países possam negociar livremente com outros parceiros comerciais.
Desde a posse de Javier Milei, a relação do governo com a imprensa tem sido de crescente confrontação. O presidente assumiu um tom de hostilidade direta contra veículos de comunicação e jornalistas. Dados do Foro de Periodismo Argentino (FOPEA) revelam um aumento significativo de ataques verbais e físicos a profissionais da imprensa. Em 2024, foram registradas 179 agressões, representando um aumento de 53% em comparação com o ano anterior. Essa postura tem gerado preocupações sobre a liberdade de imprensa no país.
O primeiro ano do governo de Javier Milei, 2024, foi marcado por uma contração econômica. O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina encolheu 1,8%, um resultado que, embora negativo, foi melhor do que a queda de 3,5% projetada pelo Banco Mundial. Essa retração é atribuída às rigorosas medidas de ajuste fiscal implementadas pela administração Milei, que visam estabilizar a economia. No entanto, essas políticas também levantaram preocupações sobre seus custos sociais, incluindo a evasão de investimentos e o impacto na população argentina.