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Congresso promulga fim da escala 6x1 e reduz jornada para 40 horas

O Congresso Nacional promulgou a Emenda Constitucional 141/2026, que extingue a escala 6x1 e reduz a jornada semanal para 40 horas sem redução salarial, além de garantir aposentadoria especial para agentes de saúde.

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Foto: Agência Brasil
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16/10 às 07:31, atualizado 10:45

Pontos principais

  • A Emenda Constitucional 141/2026 foi promulgada em sessão solene nesta sexta-feira (16).
  • A medida extingue a escala de trabalho 6x1, garantindo dois dias de descanso semanal remunerado.
  • A jornada de trabalho semanal será reduzida de 44 para 40 horas em duas etapas.
  • A redução da jornada ocorrerá sem qualquer diminuição nos salários dos trabalhadores.
  • A promulgação foi presidida pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • A nova regra estabelece a escala 5x2, com um dos dias de descanso preferencialmente aos domingos.
  • A jornada será reduzida para 42 horas após dois meses e para 40 horas após quatorze meses da promulgação.
  • O Congresso também promulgou a PEC 14/2021, que garante aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e de combate às endemias.
  • A aprovação da PEC 221/2019 no Senado Federal contou com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.
  • Associações empresariais manifestaram preocupação com o impacto nos custos operacionais e na produtividade.

O Congresso Nacional promulgou nesta sexta-feira (16) a Emenda Constitucional nº 141/2026, que oficializa o fim da escala de trabalho 6x1 no Brasil. A sessão solene, conduzida pelo presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente da Câmara, Hugo Motta. A medida altera o artigo 7º da Constituição Federal para garantir aos trabalhadores dois dias de repouso semanal remunerado, sendo um deles preferencialmente aos domingos, sem que haja redução nos salários.

A transição para o novo modelo de jornada ocorrerá de forma escalonada. De acordo com o texto promulgado, a carga horária semanal, atualmente de 44 horas, será reduzida para 42 horas após dois meses da promulgação e atingirá o limite de 40 horas semanais após quatorze meses. A mudança, que representa a primeira alteração na jornada de trabalho desde a Constituição de 1988, abrange trabalhadores do setor público e privado, tanto no campo quanto na cidade.

O processo legislativo que culminou na promulgação foi marcado por ampla adesão no Senado Federal, onde a proposta foi aprovada com 75 votos favoráveis e apenas um contrário. A celeridade na tramitação final reflete o consenso alcançado entre as lideranças partidárias sobre a necessidade de reestruturação das condições laborais no país, visando maior equilíbrio entre a vida profissional e pessoal dos trabalhadores brasileiros.

Além da alteração na jornada, a sessão solene também marcou a promulgação da PEC 14/2021, que estabelece regras de aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias. Esta pauta, aprovada anteriormente em julho, foi integrada à cerimônia de promulgação para consolidar as mudanças constitucionais previstas para o setor trabalhista e de assistência social.

Enquanto parlamentares e representantes sindicais celebraram a medida como um avanço histórico para os direitos trabalhistas, setores do empresariado expressaram ressalvas. Entidades citaram estudos, como o do Ibre/FGV, que projetam riscos de aumento nos custos do trabalho e possíveis impactos na produtividade econômica nacional com a implementação das novas regras, mantendo o debate sobre a viabilidade operacional da transição em foco nos próximos meses.

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