Durigan critica proposta econômica de Flávio Bolsonaro e cita Milei
O ministro da Fazenda do Brasil, Dario Durigan, questionou a viabilidade das propostas econômicas de Flávio Bolsonaro e comparou-as ao modelo de Javier Milei na Argentina.
Pontos principais
- Dario Durigan comparou as propostas de Flávio Bolsonaro ao modelo do presidente argentino Javier Milei e disse que seus impactos para o Brasil são incertos.
- Durigan classificou como não crível a meta de superávit de 1,5% do PIB para 2027 atribuída à campanha adversária.
- No plano de governo registrado no TSE, Flávio Bolsonaro promete superávits primários, regras fiscais reformuladas, limite ao crédito subsidiado com recursos do Tesouro e controle dos gastos discricionários dos três Poderes.
- A securitização de ativos e imóveis da União, prevista no plano, financiaria um fundo para infraestrutura, sem valor definido.
- Flávio Bolsonaro prometeu manter o reajuste do salário mínimo acima da inflação, preservar os pisos constitucionais de saúde e educação e não reduzir o BPC.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, manifestou ceticismo em relação à agenda econômica apresentada pelo candidato Flávio Bolsonaro. Durigan comparou as propostas ao modelo do presidente argentino Javier Milei e disse que seus impactos para o Brasil são incertos. Ele classificou como não crível a meta de superávit de 1,5% do PIB para 2027 atribuída à campanha, embora o plano de governo registrado no TSE não fixe número para o superávit.
Em resposta, Flávio Bolsonaro garantiu que não pretende desvincular o reajuste do salário mínimo da inflação nem alterar os pisos de saúde e educação, e negou intenção de reduzir o BPC. Ele citou ainda a venda de imóveis públicos e a exploração da Margem Equatorial como fontes de receita para as contas.
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