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Meta restringe geração de imagens de candidatos após acusações de viés

A Meta proibiu temporariamente a criação de imagens de candidatos eleitorais em sua IA após denúncias de tratamento desigual entre Lula e Flávio Bolsonaro.

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Foto: Times Brasil
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14/10 às 11:15, atualizado 15:32

Pontos principais

  • A Meta proibiu temporariamente a recomendação e geração de imagens de candidatos do segundo turno das eleições brasileiras.
  • A medida foi adotada após relatos de que a Meta AI recusava pedidos para 'Lula', mas permitia conteúdos sobre 'Flávio'.
  • A campanha de Lula acionou o TSE alegando seletividade algorítmica da ferramenta em favor de Flávio Bolsonaro.
  • A Meta justificou que a diferença de tratamento decorre de filtros de proteção aplicados a figuras públicas de alta notoriedade.
  • A empresa afirmou ter implementado medidas adicionais para impedir que comandos com nomes e números de urna gerem imagens.
  • O ministro do TSE, Marco Aurélio Bellizze Oliveira, determinou que a empresa preserve registros e preste esclarecimentos.
  • A coligação de Lula também questionou o alcance de publicações de apoiadores e restrições de impulsionamento no Instagram.

A Meta anunciou a proibição temporária da geração e recomendação de imagens de candidatos que disputam o segundo turno das eleições brasileiras. A decisão ocorre após a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com denúncias de que a ferramenta Meta AI apresentava um comportamento inconsistente, recusando solicitações para gerar imagens do presidente, mas atendendo pedidos relacionados a Flávio Bolsonaro. Em nota enviada à Folha de S.Paulo, a empresa afirmou que a medida visa o cumprimento das regras eleitorais e que implementou restrições adicionais para que comandos contendo apenas o primeiro nome ou o número de urna dos candidatos não produzam conteúdos visuais.

Além da questão das imagens, a campanha de Lula apresentou ao TSE registros que apontam supostas disparidades no alcance de publicações e restrições de impulsionamento no Instagram. Os advogados da coligação solicitaram a remoção de contas inautênticas e a aplicação de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento das normas. O ministro Marco Aurélio Bellizze Oliveira já havia determinado, em 10 de outubro, que a Meta preservasse os registros de seus sistemas e prestasse esclarecimentos sobre o caso. A empresa nega qualquer viés ideológico, atribuindo as falhas a limitações técnicas na identificação de figuras públicas de alta notoriedade.

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