TSE suspende propaganda de Lula que associava Flávio Bolsonaro ao Banco Master
O ministro Nunes Marques, presidente do TSE, determinou a retirada de peça publicitária da campanha de Lula que citava investigações contra o senador Flávio Bolsonaro e seu vice.
Pontos principais
- O TSE ordenou a suspensão imediata de propaganda eleitoral da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva.
- A peça publicitária associava o senador Flávio Bolsonaro a supostas irregularidades no Banco Master.
- O material também mencionava uma investigação por estupro de vulnerável contra Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio.
- O ministro Nunes Marques afirmou que a propaganda continha imputações criminais sem lastro probatório mínimo.
- A decisão destacou que o pedido de investigação contra Alfredo Gaspar já havia sido arquivado pelo STF.
- A propaganda fazia referência à operação Dark Horse, que apura o financiamento de um filme sobre Jair Bolsonaro.
- Em paralelo, a defesa de Flávio Bolsonaro apresentou notícia-crime contra o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, por suposto uso político da corporação.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, neste domingo (11), a suspensão imediata de uma propaganda eleitoral da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A peça publicitária vinculava o senador Flávio Bolsonaro a investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, além de citar supostas irregularidades envolvendo o financiamento do filme 'Dark Horse'. O ministro Nunes Marques, presidente da Corte, justificou a decisão afirmando que o conteúdo apresentava acusações criminais sem elementos mínimos de sustentação, configurando desinformação eleitoral.
Além das menções ao caso Banco Master, o vídeo da campanha petista trazia referências a uma investigação por estupro de vulnerável contra o deputado federal Alfredo Gaspar, candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro. O ministro ressaltou que a propaganda omitiu o fato de que o pedido de abertura de investigação contra Gaspar já havia sido arquivado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Em resposta, a defesa do senador solicitou a interrupção da exibição do material em emissoras de televisão, medida que foi prontamente acatada pelo TSE.
O cenário eleitoral permanece tenso com desdobramentos jurídicos em diversas frentes. Paralelamente à decisão do TSE, a equipe jurídica de Flávio Bolsonaro protocolou uma notícia-crime contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. A defesa acusa o dirigente de utilizar a estrutura da corporação para favorecer a campanha de Lula durante o primeiro turno, ao anunciar uma apuração sobre interferência estrangeira nas eleições que acabou arquivada por ausência de justa causa.
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