PCB e PSTU defendem voto em Lula contra Flávio Bolsonaro no segundo turno
O PCB fará militância pela eleição de Lula e o PSTU fará voto crítico nele, sem apoio político ao governo, para barrar Flávio Bolsonaro no segundo turno.
Pontos principais
- O PCB diz que vai atuar de forma militante na campanha para eleger Lula, sem baixar suas bandeiras nem esconder suas divergências.
- O PSTU fará um voto crítico em Lula contra Flávio Bolsonaro e afirma que esse voto não significa apoio político a Lula ou ao seu governo.
- O PSTU lembra que o governo não revogou a reforma trabalhista, como prometera, e aplicou o arcabouço fiscal e manteve as privatizações.
- O PSTU afirma que a vitória de Flávio Bolsonaro traria cortes profundos nas áreas sociais, retirada de direitos, privatizações e a entrega das riquezas aos EUA.
- O PCB prevê que, num governo ultrarreacionário, haverá “uma política de terra arrasada”, com ampliação das privatizações e destruição dos direitos sociais.
- O PCB disputou o primeiro turno com candidatura própria, Edmilson Costa à Presidência e Cleusa Santos como vice.
- O PCB aponta um grande avanço da direita e da extrema-direita no primeiro turno, no Congresso Nacional, nos governos estaduais e nas assembleias legislativas.
- O PSTU se prepara desde já para mobilizações contra um eventual governo de Flávio Bolsonaro.
O PCB chama sua militância a atuar nas ruas, casa a casa, pela eleição de Lula, e conclama as forças democráticas e os movimentos populares a se integrarem ao esforço para derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. O PSTU enquadra o voto de outra forma: uma vitória de Lula, por si só, não derrota a força política e as bases sociais do bolsonarismo, e, caso reeleito, o governo seguirá atacando os trabalhadores.
Para o PSTU, o bolsonarismo está “muito mais forte” após quatro anos de governo Lula, e a tarefa é construir uma alternativa que supere o projeto do PT. O PCB, por sua vez, fala em se preparar, depois do segundo turno, para “as batalhas que virão”, num cenário de maior hegemonia da extrema-direita na institucionalidade e na sociedade.
Fontes primárias
“AGORA É LULA!” — editorial do Jornal O Poder Popular nº 110 (outubro de 2026)
Editorial publicado em 6/10/2026. Depois de disputar o primeiro turno com candidatura própria à Presidência (Edmilson Costa, vice Cleusa Santos), o PCB diz que é preciso “somar forças para barrar o avanço da extrema-direita” e orienta a militância a atuar “de forma militante na campanha para eleger Lula e derrotar Flávio Bolsonaro”, “sem baixar nossas bandeiras nem esconder nossas divergências”. Conclama as forças democráticas e os movimentos populares a derrotar a candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno e a se preparar, depois, para “as batalhas que virão”.
“Contra Bolsonaro: Voto crítico no 13, e nenhum apoio ao governo Lula”
Texto da Direção Nacional do PSTU, publicado em 7/10/2026: “vamos fazer um voto crítico em Lula contra Flávio Bolsonaro neste segundo turno”. Afirma que esse voto “não significa apoio político a Lula ou ao seu governo de aliança com a burguesia” e que não se pode “alimentar nenhuma confiança no governo nem apoio político a ele”. Justifica com a vitória de Flávio significar “cortes profundos das áreas sociais, retirada de direitos, ataque aos setores oprimidos, privatizações” e a entrega das riquezas aos EUA. Critica o governo Lula por não ter revogado a reforma trabalhista, manter privatizações, aplicar o arcabouço fiscal e governar “com o centrão e direita”, e diz que o partido se prepara para mobilizações contra um eventual governo Flávio “desde já”.
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