Candidatos derrotados no 1º turno definem apoios para a disputa presidencial
Presidenciáveis derrotados no 1º turno da eleição brasileira declaram votos; Augusto Cury apoia Flávio Bolsonaro com voto de confiança condicionado a oito compromissos.
Pontos principais
- Flávio Bolsonaro obteve o apoio de nomes como Romeu Zema, Ronaldo Caiado, Augusto Cury e Clariana Barão.
- Augusto Cury diz que seu apoio é um voto de confiança condicionado, não um cheque em branco, e que mantém o direito de cobrar e criticar.
- Flávio Bolsonaro assumiu oito compromissos, entre eles o fim da reeleição presidencial por reforma constitucional.
- Entre os compromissos, dobrar a produção brasileira de alimentos em dez anos e financiar, via BNDES, milhões de microempreendimentos.
- Flávio promete ampliar a telemedicina integrada ao SUS, citando espera de mais de 50 dias por consulta com especialista.
- Flávio se compromete a não governar movido por vingança, rancor, perseguição ou ressentimento político.
- Ele ressalva que os compromissos dependem das atribuições constitucionais da Presidência, da responsabilidade fiscal e do Congresso nas reformas.
- Lula conta com o apoio oficial de Edmilson Costa, Hertz Dias e Samara Martins.
- Rui Costa Pimenta orientou voto nulo, enquanto Renan Santos liberou seus apoiadores.
- Wilson Grassi permanece sem definir posicionamento oficial para o segundo turno.
- O segundo turno das eleições presidenciais está marcado para o dia 25 de outubro.
Os candidatos derrotados no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026 oficializaram seus posicionamentos para a etapa final do pleito, que será disputada entre Flávio Bolsonaro e Lula. O senador Flávio Bolsonaro consolidou apoios de figuras políticas e públicas, incluindo os governadores Romeu Zema e Ronaldo Caiado, além de Augusto Cury e Clariana Barão. Em contrapartida, a candidatura de Lula recebeu o suporte de Edmilson Costa, Hertz Dias e Samara Martins.
Flávio Bolsonaro assinou em Brasília, em 8 de outubro, um compromisso público com oito pontos, no qual afirma que não há troca de cargos ou vantagens pessoais. Cury diz que a alternância de poder é o oxigênio da democracia e se opõe ao quarto mandato que o atual presidente busca. Flávio afirma que mais de 82% das famílias brasileiras estão endividadas.
O cenário de alianças apresenta divisões entre os demais concorrentes que ficaram fora da disputa final. Enquanto Rui Costa Pimenta orientou seus eleitores a votarem nulo, o candidato Renan Santos optou por liberar seus apoiadores para escolherem livremente entre os dois finalistas. Até o momento, Wilson Grassi é o único que ainda não declarou um posicionamento oficial. A definição desses apoios ocorre em um momento de intensa mobilização, com pesquisas nacionais apontando uma disputa acirrada entre os dois candidatos que buscam conquistar o eleitorado indeciso antes do dia 25 de outubro.
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