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Campanha de Flávio Bolsonaro orienta oposição a se abster na votação da PEC 6x1

Aliados de Flávio Bolsonaro recomendam que senadores da oposição evitem manifestações e se abstenham na votação da PEC que propõe o fim da escala 6x1 para evitar desgaste eleitoral.

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Foto: Times Brasil
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08/10 às 08:15 · atualizado 11:35

Pontos principais

  • A orientação da campanha de Flávio Bolsonaro visa evitar repercussões negativas na reta final da disputa eleitoral.
  • Senadores da oposição foram instruídos a não realizar pronunciamentos públicos contrários à proposta durante as sessões.
  • A PEC 221/2019 propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais com transição gradual de 14 meses.
  • O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu manter a tramitação da matéria, apesar dos pedidos de adiamento pela oposição.
  • A base governista articula a aprovação de um calendário especial para acelerar a votação antes do segundo turno, em 25 de outubro.
  • O texto da PEC inclui medidas de apoio a MEIs e pequenas empresas, além de exceções para trabalhadores com remuneração elevada.
  • Nas duas primeiras sessões de discussão, apenas o senador Oriovisto Guimarães (PSDB-PR) se manifestou contra a tramitação da proposta.

A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) orientou senadores da oposição a adotarem uma postura de abstenção na votação da PEC 221/2019, que propõe o fim da escala de trabalho 6x1. Segundo informações apuradas pelo Metrópoles, a estratégia visa evitar desgastes políticos e eleitorais na reta final da campanha, recomendando que os parlamentares evitem manifestações públicas contrárias à medida durante as sessões no Senado.

Apesar da tentativa da oposição em adiar a análise, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a tramitação da matéria. Enquanto a base governista, liderada pela senadora Teresa Leitão, busca aprovar um calendário especial para acelerar o rito e votar a proposta até o dia 25 de outubro, o líder da oposição, Rogério Marinho, defende o cumprimento dos prazos regimentais. A PEC prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com uma transição gradual de 14 meses e a proibição de redução salarial, sendo que, até o momento, apenas o senador Oriovisto Guimarães se posicionou abertamente contra o avanço do texto.

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