XP eleva projeções de inflação e prevê cortes cautelosos na Selic
Analistas da XP revisaram para cima as estimativas do IPCA para 2026 e 2027, mantendo a expectativa de redução gradual dos juros pelo Banco Central.
Pontos principais
- Previsão do IPCA para 2026 subiu de 5,0% para 5,1% e para 2027 de 4,2% para 4,4%.
- Pressões inflacionárias recentes foram impulsionadas pelo fim do Bônus de Itaipu e alta em alimentos e transportes.
- Riscos externos incluem tensões geopolíticas e impactos climáticos do El Niño na oferta de energia e alimentos.
- Projeção para a taxa Selic é de 13,25% ao final de 2026 e 11,50% em 2027.
- Cortes de 25 pontos-base devem ser mantidos pelo Banco Central devido à desaceleração da atividade econômica.
A XP elevou suas projeções para o IPCA de 2026 e 2027, citando o fim da fase de arrefecimento da inflação. O ajuste reflete pressões recentes observadas em setembro, causadas pelo encerramento do Bônus de Itaipu e pelo aumento nos preços de alimentos e serviços de transporte. Além disso, a instituição alerta para riscos persistentes, como os efeitos climáticos do El Niño e as tensões geopolíticas globais que podem impactar a oferta de insumos e energia.
Apesar da revisão inflacionária, a XP mantém a expectativa de que o Banco Central siga com um ciclo de cortes cautelosos na taxa Selic. A projeção aponta para reduções graduais de 25 pontos-base nas próximas reuniões, levando a taxa a 13,25% em 2026 e 11,50% em 2027. Segundo os economistas, a tendência de desaceleração da atividade econômica brasileira oferece o suporte necessário para que o afrouxamento da política monetária continue, ainda que em ritmo moderado.
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