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Mercado projeta corte de 0,25 ponto na Selic em meio a incertezas

Analistas preveem que o Copom reduzirá a taxa básica de juros para 13,75% ao ano nesta semana, apesar de riscos fiscais e geopolíticos.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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14/09 às 05:45, atualizado 15:32

Pontos principais

  • A mediana das projeções do Boletim Focus aponta redução da Selic de 14% para 13,75% ao ano.
  • O corte de 0,25 ponto percentual é esperado por 94,25% das apostas registradas na B3.
  • Bancos como o BofA revisaram para baixo as projeções de crescimento do PIB para 1,8% em 2026.
  • A alta do petróleo, impulsionada por tensões no Oriente Médio, pressiona as expectativas inflacionárias.
  • Incertezas eleitorais e o impacto do fenômeno El Niño dificultam a sinalização do Banco Central para os próximos meses.
  • O consumo privado apresentou contração de 0,4% no segundo trimestre de 2026, sinalizando fadiga na atividade econômica.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve realizar nesta semana o quinto corte consecutivo na taxa básica de juros, reduzindo a Selic de 14% para 13,75% ao ano. A expectativa, consolidada na mediana das projeções de 142 instituições consultadas pelo Boletim Focus de 11 de setembro de 2026, reflete um cenário de desaceleração econômica mais acentuada do que o previsto inicialmente pelo mercado financeiro.

Apesar do consenso sobre a redução imediata, a continuidade do ciclo de flexibilização monetária permanece incerta. Analistas apontam que riscos fiscais, a volatilidade dos preços do petróleo — pressionados por conflitos no Oriente Médio — e as incertezas decorrentes do cenário eleitoral brasileiro limitam a capacidade do Banco Central de oferecer uma sinalização clara sobre os próximos passos. O fenômeno climático El Niño também é monitorado como um fator de pressão inflacionária adicional para os próximos trimestres.

Instituições financeiras, como o Bank of America, já ajustaram suas projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, estimando uma alta de 1,8% para 2026 e 0,9% para 2027. A contração de 0,4% no consumo das famílias durante o segundo trimestre, somada a dados de baixa performance na indústria e no varejo, reforça a percepção de uma fadiga na atividade econômica nacional. Diante desse quadro, a expectativa é de que o Copom adote uma postura cautelosa, mantendo a política monetária estritamente dependente da evolução dos dados econômicos.

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