IPCA atinge 4,44% e retorna à meta do Banco Central
Inflação oficial do Brasil recuou para 4,44% em 12 meses, mas incertezas climáticas e externas mantêm cautela sobre novos cortes na taxa Selic.
Pontos principais
- O IPCA de julho subiu 0,07%, o menor índice para o mês em quatro anos.
- A inflação acumulada em 12 meses ficou abaixo do teto da meta de 4,5%.
- A taxa Selic foi reduzida para 14% ao ano na última reunião do Copom.
- Analistas divergem sobre a continuidade do ciclo de cortes de juros em setembro.
- O impacto do El Niño e a volatilidade cambial são os principais riscos monitorados.
A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, encerrou o período de 12 meses em 4,44%, situando-se abaixo do teto da meta de 4,5% pela primeira vez desde abril. O resultado foi impulsionado por uma alta mensal de apenas 0,07% em julho, o menor patamar para o mês em quatro anos, com destaque para a queda nos preços de alimentação e bebidas, que compensou o aumento nas tarifas de energia elétrica. Apesar do alívio inflacionário, o cenário econômico permanece sob vigilância. O Banco Central, que reduziu a taxa Selic para 14% ao ano, enfrenta agora um debate entre analistas sobre a viabilidade de novos cortes em setembro. A cautela é justificada pela incerteza quanto aos efeitos do fenômeno El Niño sobre os preços, além da volatilidade do câmbio e do comportamento do setor de serviços, fatores que podem pressionar a trajetória dos preços nos próximos meses.
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