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Economista alerta para risco de estagflação no Brasil em 2027

Carlos Primo Braga aponta desequilíbrio fiscal e alto endividamento como gatilhos para um cenário de estagnação econômica com inflação elevada.

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Foto: InfoMoney
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04/09 às 05:45, atualizado 10:33

Pontos principais

  • Carlos Primo Braga classifica o orçamento de 2027 como irrealista devido ao otimismo nas projeções de receita.
  • A dívida bruta brasileira atingiu 82% do PIB em julho, pressionando a estabilidade macroeconômica.
  • O consumo das famílias recuou 0,4% no segundo trimestre, agravado pelo endividamento e pelo impacto das apostas esportivas.
  • O Brasil enfrenta uma dificuldade estrutural para crescer acima de 2% ao ano, fenômeno conhecido como a maldição dos 2%.
  • A XP revisou a projeção do PIB para 2026 de 2% para 1,7%, citando sinais de desaceleração na atividade doméstica.

O economista Carlos Primo Braga alertou que o Brasil caminha para um cenário de estagflação em 2027, impulsionado por um desequilíbrio fiscal persistente e níveis elevados de endividamento público e privado. Segundo o especialista, a proposta orçamentária para o período é uma obra de ficção, baseada em premissas otimistas que ignoram a fragilidade da dívida bruta, que já alcançou 82% do PIB. O quadro é agravado pela queda no consumo das famílias, que recuou 0,4% no segundo trimestre, pressionado pelo endividamento e pelo crescimento das apostas esportivas. Esse diagnóstico se soma à recente revisão da XP, que reduziu a projeção de crescimento do PIB para 2026 de 2% para 1,7%. A combinação de baixo crescimento estrutural e pressões inflacionárias reforça o desafio do país em superar a chamada maldição dos 2%, mantendo taxas de juros elevadas para conter a instabilidade.

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