Uso de IA impulsiona ataques contra candidatas nas eleições de 2026
Levantamento do projeto MonitorA aponta que 25% das imagens ofensivas contra candidatas nas eleições de 2026 utilizaram inteligência artificial.
Pontos principais
- O estudo analisou 11.137 imagens em perfis de 132 candidatas durante a campanha eleitoral.
- A IA é empregada majoritariamente na criação de memes e montagens ofensivas, e não em deepfakes realistas.
- Os ataques concentraram-se em temas como misoginia, racismo, transfobia e gordofobia.
- Candidatas como Marina Silva, Sâmia Bomfim e Erika Hilton foram os principais alvos identificados.
Um levantamento realizado pelo projeto MonitorA revelou que a inteligência artificial tem sido utilizada de forma expressiva para a disseminação de ataques contra candidatas nas eleições de 2026. A análise, que monitorou 11.137 imagens publicadas em perfis de 132 políticas, constatou que 25% dos conteúdos classificados como insultos apresentaram indícios claros de manipulação por IA. O estudo destaca que a tecnologia é aplicada principalmente na criação de memes, charges e montagens ofensivas, em vez de focar em deepfakes realistas.
As ofensas foram categorizadas por pesquisadores como episódios de misoginia, racismo, transfobia, gordofobia e desumanização. Entre as figuras públicas mais atingidas pelo volume de ataques estão Marina Silva, Sâmia Bomfim e Erika Hilton, embora candidatas de diversos espectros políticos, como Julia Zanatta e Vanessa da Silva, também tenham sido alvos de conteúdos discriminatórios e sexualizados. O cenário aponta para um desafio crescente no combate à violência política digital durante o pleito.
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