Candidatos descumprem regra de identificação de IA nas eleições
Levantamento aponta que dezenas de conteúdos gerados por IA em contas oficiais de candidatos não possuem a sinalização exigida pelo TSE.
Pontos principais
- O Observatório Lupa identificou 37 conteúdos com IA em contas oficiais sem a devida sinalização.
- Foram analisados 314 conteúdos suspeitos entre 16 e 26 de agosto, sendo 282 gerados por IA.
- A maioria dos materiais identificados consiste em deepfakes.
- O Facebook concentra o maior volume de conteúdos enganosos, totalizando 202 ocorrências.
- O TSE estabeleceu em março a obrigatoriedade de identificar conteúdos manipulados por IA.
Um levantamento realizado pelo Observatório Lupa revelou que candidatos e partidos políticos têm utilizado inteligência artificial em suas campanhas sem cumprir a obrigatoriedade de identificação imposta pela Justiça Eleitoral. Entre 314 conteúdos suspeitos monitorados entre os dias 16 e 26 de agosto, 282 utilizaram recursos de IA, sendo a maior parte composta por deepfakes. O Facebook aparece como a plataforma com maior incidência de materiais enganosos, registrando 202 ocorrências, seguido pelo Instagram.
O uso de tecnologias de manipulação digital em contextos eleitorais é alvo de restrições aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em março deste ano. A norma exige que qualquer conteúdo gerado ou alterado por IA seja claramente sinalizado para evitar a desinformação do eleitorado. O monitoramento destacou que figuras como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro foram os principais alvos de conteúdos falsos, evidenciando os desafios para a integridade do debate político no ambiente digital.
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