Observatório aponta uso indevido de IA em campanhas políticas
Levantamento indica que dois terços dos conteúdos políticos gerados por IA em 2026 não foram sinalizados, descumprindo normas eleitorais.
Pontos principais
- Estudo analisou 413 conteúdos, sendo 60% sátiras e 40% desinformação.
- Flávio Bolsonaro, Mário Frias e Romeu Zema lideram o uso de IA sem sinalização.
- O Partido Liberal (PL) é o maior propagador de mensagens irregulares.
- Deepfakes representam 81% dos casos, com o presidente Lula como principal alvo.
Um levantamento realizado pelo Observatório IA nas eleições revelou que quase dois terços dos conteúdos políticos gerados por inteligência artificial entre janeiro e agosto de 2026 foram publicados sem a sinalização obrigatória exigida pela Justiça Eleitoral. O estudo analisou 413 publicações, classificando 60% como sátiras e 40% como desinformação, destacando o uso recorrente de deepfakes para manipular imagens e vozes de figuras públicas, sendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o alvo mais frequente.
Entre os nomes citados, o presidenciável Flávio Bolsonaro, Mário Frias e Romeu Zema lideram a lista de políticos que utilizaram a tecnologia sem o devido aviso. O Partido Liberal (PL) foi identificado como a legenda com maior volume de irregularidades, totalizando 28 publicações. A prática desafia as normas vigentes que proíbem o uso de deepfakes na propaganda eleitoral, levantando preocupações sobre a integridade do debate público e a eficácia da fiscalização digital no pleito atual.
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