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IA reduz custos em campanhas de 2026, mas não garante vitória

Especialistas apontam que o uso de inteligência artificial em campanhas eleitorais amplia a escala de conteúdo, mas falha em converter votos.

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Foto: G1 Política
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24/08 às 05:15, atualizado 09:33

Pontos principais

  • O uso de IA permite maior produção de vídeos e redução de custos operacionais para candidatos.
  • Dados indicam que o aumento de conteúdo gerado por IA não gera crescimento proporcional em engajamento nas redes sociais.
  • Pesquisa da Quaest revela que 73% dos brasileiros reprovam o uso de inteligência artificial em campanhas políticas.
  • O TSE exige a rotulagem obrigatória de conteúdos criados ou alterados por ferramentas de IA.
  • Ministros do TSE buscam uniformizar regras sobre o uso da tecnologia antes do início do horário eleitoral.

O uso de inteligência artificial nas campanhas eleitorais de 2026 tem se mostrado uma ferramenta eficaz para reduzir custos e ampliar a escala de produção de conteúdo, mas não garante engajamento ou vitória nas urnas. Segundo o cientista político Renato Dolci, o volume de vídeos gerados por IA não se traduziu em um aumento correspondente nas interações dos eleitores. Além da baixa eficácia na conversão de votos, a tecnologia enfrenta resistência popular, com 73% dos brasileiros declarando reprovação ao seu uso no cenário político, conforme levantamento da Quaest. Diante desse cenário, o Tribunal Superior Eleitoral intensificou o monitoramento e exige a rotulagem de materiais sintéticos. Ministros da Corte buscam agora definir diretrizes claras antes do início do horário eleitoral para evitar insegurança jurídica e o uso indevido de deepfakes que possam desequilibrar a disputa.

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