Preço do whey protein dispara no Brasil com alta demanda e oferta restrita
O custo do suplemento subiu devido à popularização de emagrecedores e à dependência de importações, com previsão de estabilização em três anos.
Pontos principais
- O preço da tonelada do WPC80 nos EUA saltou de US$ 10 mil para US$ 28 mil desde 2025.
- No Brasil, o quilo do insumo atingiu R$ 180 em setembro de 2026, alta de 24% em três meses.
- A busca por proteínas para evitar perda de massa magra durante o uso de canetas emagrecedoras impulsionou a demanda.
- Cerca de 70% do whey protein consumido no país é importado devido à falta de infraestrutura industrial local.
- Empresas do setor investem em novas fábricas para ampliar a produção nacional e reduzir a dependência externa.
O mercado de whey protein enfrenta uma escalada de preços significativa, impulsionada por um descompasso entre a oferta limitada de soro de leite e a crescente demanda global. O consumo do suplemento foi acelerado pela popularização de canetas emagrecedoras, que levam usuários a buscar maior ingestão proteica para preservar a massa magra. Como o soro é um subproduto da produção de queijos, a disponibilidade do insumo não acompanhou o ritmo de crescimento das vendas de bebidas proteicas, pressionando as cotações internacionais e nacionais.
No Brasil, a situação é agravada pela dependência de importações, que representam 70% do consumo interno devido à capacidade industrial restrita. Para reverter esse cenário, empresas como Sooro Renner e Grupo Piracanjuba estão investindo na construção de novas plantas de processamento. A expectativa do setor é que esses aportes aumentem a oferta interna e permitam uma acomodação dos preços ao consumidor final nos próximos três anos.
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