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Alta no preço do whey protein trava setor de suplementos no Brasil

O encarecimento da matéria-prima pressiona margens de fabricantes, enquanto frigoríficos apostam no colágeno como alternativa de mercado.

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Foto: InvestNews
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07/08 às 06:31

Pontos principais

  • O preço internacional do whey protein subiu, impactando as margens de lucro das fabricantes de suplementos no Brasil.
  • Empresas como Growth e Grupo Supley enfrentam dificuldades em processos de venda e fundraising devido à volatilidade dos custos.
  • A alta demanda por proteínas foi impulsionada pela popularização de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.
  • JBS e MBRF investem na produção de colágeno para diversificar portfólio com produtos de maior valor agregado.
  • O mercado brasileiro de suplementos movimentou R$ 7,6 bilhões em 2025, com projeção de crescimento até 2030.

O setor de suplementos alimentares no Brasil enfrenta um cenário de instabilidade devido à forte valorização internacional do whey protein, subproduto do queijo. A volatilidade dos custos da matéria-prima tem comprometido as margens de lucro das empresas, resultando na paralisação de processos de venda e de captação de recursos, como observado em players como Growth e Grupo Supley. A pressão sobre os preços é agravada pela crescente demanda por proteínas, estimulada pelo uso de medicamentos à base de GLP-1, como Ozempic e Mounjaro.

Em resposta a esse movimento, gigantes do setor frigorífico, como JBS e MBRF, estão expandindo investimentos na produção de colágeno. A estratégia busca aproveitar a alta demanda por suplementos para oferecer um produto de maior valor agregado e margens superiores às do negócio tradicional de proteína animal. Apesar dos desafios atuais, o setor de suplementos mantém perspectivas positivas, tendo movimentado R$ 7,6 bilhões em 2025.

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