Daily Journal
Daily Journal

Justiça reforça combate ao assédio eleitoral no ambiente de trabalho

Órgãos de fiscalização alertam que o uso de hierarquia para induzir o voto de subordinados configura assédio e gera condenações judiciais.

Daily Journal
Foto: G1 - Economia
||
29/09 às 03:45

Pontos principais

  • Rede Marabraz foi condenada a pagar R$ 10 mil por assédio eleitoral em 2022.
  • Resolução nº 23.755 do TSE proíbe propaganda e coação política no trabalho.
  • Dados do TST indicam 738 processos por assédio institucional entre 2023 e 2026.
  • Assédio eleitoral pode ocorrer de forma presencial ou virtual sem necessidade de reincidência.

O Tribunal Superior Eleitoral e o Ministério Público do Trabalho intensificaram o monitoramento contra o assédio eleitoral, prática caracterizada pela pressão ou indução do voto de subordinados. A linha entre a liberdade de expressão e o abuso é ultrapassada quando empregadores utilizam a hierarquia ou a dependência econômica para constranger funcionários, conduta que pode resultar em pesadas condenações judiciais, como o caso recente envolvendo a rede Marabraz.

Dados do Conselho Superior da Justiça do Trabalho revelam que 92% dos 738 processos de assédio registrados entre 2023 e agosto de 2026 possuem viés institucional. A Resolução nº 23.755 reforça que o assédio eleitoral não exige uma sequência de episódios para ser configurado, podendo ocorrer tanto em interações presenciais quanto em ambientes virtuais. Especialistas alertam que qualquer tentativa de influenciar o posicionamento político de colaboradores sob ameaça de perda de emprego ou benefícios é ilegal.

Comentários

Carregando comentários...