MPT registra 223 denúncias de assédio eleitoral em 2026
O Ministério Público do Trabalho aponta alta nas queixas de pressão política no ambiente de trabalho desde o início da campanha eleitoral em agosto.
Pontos principais
- O MPT contabilizou 223 denúncias de assédio eleitoral ao longo de 2026.
- Apenas no mês de agosto, quando a campanha começou, foram registrados 95 casos.
- O volume de denúncias entre janeiro e julho superou em 25,5% o mesmo período de 2024.
- São Paulo lidera o ranking nacional de ocorrências, seguido por Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Pará.
- As práticas denunciadas incluem ameaças de demissão, promessas de benefícios por votos e pressão em grupos de mensagens.
O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou um aumento expressivo nas denúncias de assédio eleitoral em 2026, totalizando 223 casos até o momento. O cenário de maior incidência coincide com o início oficial da campanha eleitoral em agosto, mês que concentrou 95 das ocorrências reportadas. Dados comparativos indicam que o assédio no ambiente corporativo cresceu 25,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2024, evidenciando uma tendência de agravamento das pressões políticas sobre trabalhadores. São Paulo aparece como o estado com o maior número de registros, seguido por Rio de Janeiro, Pernambuco, Minas Gerais e Pará. Diante do cenário, o MPT determinou atuação imediata de procuradores para coibir práticas como ameaças de demissão e coação em grupos de mensagens, visando garantir a liberdade de voto e a integridade dos trabalhadores durante o processo eleitoral.
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