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Justiça Eleitoral lança campanha contra assédio eleitoral no trabalho

Iniciativa visa coibir pressões hierárquicas sobre o voto e oferece canais para denúncias anônimas de trabalhadores em todo o país.

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Foto: Câmara dos Deputados
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24/08 às 16:15

Pontos principais

  • A campanha é uma parceria entre Justiça Eleitoral, Justiça do Trabalho e Ministérios Públicos.
  • O assédio eleitoral ocorre quando o poder hierárquico é usado para influenciar o voto de subordinados.
  • Práticas como ameaças de demissão ou obrigatoriedade de participação em atos políticos são ilegais.
  • Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo site ou nas unidades do Ministério Público do Trabalho.
  • Dados indicam que 738 processos sobre o tema foram registrados entre 2023 e 2026.

A Justiça Eleitoral, em conjunto com a Justiça do Trabalho e os Ministérios Públicos Eleitoral e do Trabalho, iniciou uma nova campanha de conscientização para combater o assédio eleitoral no ambiente profissional. A iniciativa busca proteger a liberdade de escolha do trabalhador, coibindo práticas abusivas em que superiores hierárquicos utilizam sua posição para pressionar subordinados a votarem em determinados candidatos. Entre as condutas proibidas estão ameaças de demissão, a exigência de participação em eventos de campanha e a imposição de reuniões políticas dentro das empresas ou órgãos públicos. A relevância da ação é reforçada pelo volume de casos registrados, com 738 processos abertos entre 2023 e 2026. Para garantir a segurança dos denunciantes, o sistema permite o envio de relatos de forma anônima através do portal do Ministério Público do Trabalho ou presencialmente em suas unidades.

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