Lula classifica polêmica sobre padroeira do Brasil como inaceitável
O presidente Lula criticou o uso da imagem de Nossa Senhora Aparecida em disputas políticas após boatos sobre a retirada de seu título de padroeira.
Pontos principais
- Lula afirmou em entrevista que é inaceitável envolver a padroeira do Brasil em polêmicas políticas.
- A controvérsia surgiu após a circulação de informações falsas sobre um suposto projeto para retirar o título da santa.
- A GloboNews retratou-se após veicular inicialmente a informação que gerou a repercussão negativa.
- O projeto de lei citado na polêmica foi apresentado em 2007 pelo então deputado Victório Galli e arquivado em 2008.
- O senador Flávio Bolsonaro acusou o PT de disseminar desinformação sobre o caso com apoio de membros da CNBB.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou como inaceitável a polêmica envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. A declaração foi feita durante o programa Canal Livre, em meio à repercussão de boatos nas redes sociais que associavam o senador Flávio Bolsonaro a uma suposta iniciativa para retirar o reconhecimento religioso da santa. O projeto de lei mencionado na discussão, na verdade, foi apresentado pelo então deputado Victório Galli em 2007 e arquivado definitivamente no ano seguinte.
A desinformação ganhou força após a GloboNews veicular uma notícia incorreta sobre a preocupação de bispos católicos com o tema, erro pelo qual a emissora posteriormente pediu desculpas. Em resposta, Flávio Bolsonaro acusou o PT de articular uma campanha de fake news com o auxílio de integrantes da CNBB, entidade que negou qualquer envolvimento político-partidário ou participação na disseminação de conteúdos falsos. O advogado-geral da União, Jorge Messias, também repudiou as acusações feitas pelo senador contra a instituição religiosa.
O embate jurídico sobre o caso envolveu decisões divergentes no Judiciário. O ministro André Mendonça, do TSE, havia determinado a remoção de mais de mil publicações consideradas inverídicas sobre o assunto. No entanto, a medida foi posteriormente revertida pelo ministro Flávio Dino, do STF, que entendeu não haver ilicitude suficiente para restringir a liberdade de expressão dos envolvidos.
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