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Lula e Flávio Bolsonaro trocam acusações sobre fake news religiosa

A CNBB negou ter produzido ou divulgado informações falsas sobre a eleição e disse que acusações sem provas atingem injustamente a instituição.

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Foto: Folha de São Paulo - Política
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28/09 às 22:45 · atualizado 29/09 às 00:01

Pontos principais

  • Em nota divulgada em 27 de setembro, a CNBB afirmou que não produziu, autorizou nem participou da elaboração ou divulgação de informações falsas sobre o processo eleitoral.
  • A CNBB repudiou a produção e o uso de informações falsas, independentemente de sua origem ou de quem beneficiem ou prejudiquem.
  • A entidade declarou que não integra estruturas político-partidárias e que suas manifestações eleitorais decorrem de sua missão pastoral e de princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.
  • A CNBB disse que atribuir-lhe participação em desinformação sem fatos e provas a atinge injustamente e afirmou: “A mentira não se combate com outra mentira”.
  • Em manifestação publicada por sua campanha, Flávio Bolsonaro negou ter apoiado projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e acusou o PT de espalhar a afirmação.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou em 27 de setembro uma nota sobre informações falsas que circulavam nas redes sociais em torno do processo eleitoral. A entidade negou ter produzido, autorizado ou participado da elaboração ou divulgação desse tipo de conteúdo e repudiou seu uso, qualquer que seja a origem ou quem possa ser beneficiado.

No documento, a CNBB afirmou que não integra estruturas de partidos ou candidaturas. Disse que suas manifestações eleitorais decorrem de sua missão pastoral e de princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência.

Em comunicado de sua campanha, Flávio Bolsonaro também negou ter apoiado um projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Ele afirmou que a notícia era falsa, acusou o PT de disseminá-la e cobrou que a GloboNews a identificasse como desinformação em horário de maior audiência.

Fontes primárias

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Nota de esclarecimento sobre informações falsas e o processo eleitoral

A CNBB afirma que não produziu, autorizou nem participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral. Diz que não integra estrutura político-partidária e que suas manifestações decorrem de sua missão pastoral e de princípios como dignidade humana, bem comum, democracia e liberdade de consciência. A entidade considera injusta a atribuição de participação em desinformação sem fatos e provas e conclui: “A mentira não se combate com outra mentira”.

Luiz Inácio Lula da Silva / Band

Entrevista de Lula ao Canal Livre

Questionado sobre a notícia de que Flávio Bolsonaro poderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, Lula disse que “mexer com Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. Ao ser perguntado se era fake news, respondeu que não sabia e que o dado concreto era a circulação forte da informação nas redes; afirmou que a santa continuaria padroeira porque o povo brasileiro quer e tem fé.

Flávio Bolsonaro (campanha oficial)

Flávio Bolsonaro rebate fake news sobre Nossa Senhora Aparecida

Flávio afirma que é mentira que tenha apoiado projeto para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e diz que jamais faria isso. Acusa o PT de espalhar a afirmação, declara que respeita todas as religiões e que não cabe ao Estado se meter na Igreja Católica.

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