Câmara aprova fim da taxa de importação para compras de até US$ 50
A Câmara dos Deputados aprovou a MP 1357/26, convertida no PLV 13/2026, que zera o Imposto de Importação para remessas de até US$ 50, e o texto segue agora para o Senado antes do prazo da medida vencer em 8 de setembro.
Pontos principais
- A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (3/9) o texto da Medida Provisória 1357/26, convertendo-o no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/2026.
- O texto zera o Imposto de Importação para compras internacionais de até 50 dólares.
- Para remessas entre 50 e 3 mil dólares, a alíquota de importação cai de 60% para 30%.
- A matéria segue agora para o Senado Federal, que precisa votá-la antes do fim do prazo de vigência da MP, em 8 de setembro de 2026.
- Na véspera, a Comissão Mista aprovou o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF), favorável à relevância, urgência e constitucionalidade da MP.
- Por emenda do senador Dr. Hiran, medicamentos sem similar nacional para doenças raras ficam isentos de impostos.
- Plataformas de e-commerce deverão fornecer informação antecipada das remessas e adotar mecanismos contra contrabando, subfaturamento e fracionamento artificial de envios.
- O Ministério da Fazenda fica autorizado a reavaliar periodicamente as alíquotas fixadas pela medida.
O Congresso Nacional avançou na aprovação da Medida Provisória 1357/26, que altera a estrutura tributária sobre remessas internacionais enviadas ao Brasil. Nesta quinta-feira (3/9), o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou o texto principal, convertendo-o no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13/2026. A principal mudança é a eliminação do Imposto de Importação para compras de até 50 dólares, revertendo a cobrança de 20% anteriormente aplicada. O texto também reduz a alíquota para compras entre 50 e 3 mil dólares, de 60% para 30%, para pessoas físicas. A matéria segue agora para o Senado Federal, que precisa votá-la antes de 8 de setembro, quando termina o prazo de vigência da MP.
Na véspera, a Comissão Mista do Congresso aprovou o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF), favorável à relevância, urgência, adequação orçamentária e constitucionalidade da matéria. Por emenda do senador Dr. Hiran, medicamentos sem similar nacional destinados a doenças raras ou negligenciadas ficam isentos de impostos. O texto também exige que plataformas de comércio eletrônico forneçam informação antecipada sobre as remessas e adotem mecanismos de combate a contrabando, subfaturamento e fracionamento artificial de envios, além de autorizar o Ministério da Fazenda a reavaliar periodicamente as alíquotas fixadas.
A aprovação na Câmara gerou reações distintas no setor produtivo. Enquanto consumidores e plataformas digitais veem a medida como um avanço para o poder de compra, entidades como a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) classificaram a decisão como um retrocesso, argumentando que a desoneração amplia a desigualdade concorrencial com produtos importados. O texto segue agora para o Senado Federal, e só depois de aprovado ali vai à sanção presidencial.
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