Comissão mista aprova relatório da MP que altera tributação de importações
O colegiado aprovou o projeto de lei de conversão da senadora Leila Barros, que autoriza o Ministério da Fazenda a zerar o Imposto de Importação para remessas internacionais de até US$ 50.
Pontos principais
- A comissão mista aprovou por unanimidade o relatório da MPV nº 1.357/2026.
- O texto altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 sobre a tributação simplificada de remessas postais.
- A medida suprime o teto de 400% e o piso das alíquotas do Imposto de Importação.
- O Ministério da Fazenda fica autorizado a reduzir a zero a alíquota para compras de até US$ 50.
- Para remessas entre US$ 50 e US$ 3 mil, a alíquota pode ser reduzida de 60% para até 30%.
- O relatório inclui a isenção de imposto para medicamentos de doenças raras ou negligenciadas sem similar nacional.
- A proposta foi aprovada com o acolhimento de emendas específicas e segue para votação na Câmara e no Senado.
A comissão mista do Congresso Nacional aprovou, por unanimidade, o relatório da senadora Leila Barros (PDT-DF) referente à Medida Provisória nº 1.357/2026. O parecer, que agora tramita como projeto de lei de conversão, estabelece novas diretrizes para a tributação de remessas postais internacionais, alterando o Decreto-Lei nº 1.804/1980. A decisão marca um passo importante na revisão das regras de importação, popularmente conhecidas no debate público como a "taxa das blusinhas". Segundo o documento oficial, a medida suprime o teto de 400% e o piso das alíquotas anteriormente vigentes, conferindo ao Ministério da Fazenda a prerrogativa de definir novas taxas. O texto autoriza o governo a reduzir a zero o Imposto de Importação para remessas de até US$ 50. Para compras situadas na faixa entre US$ 50 e US$ 3 mil, a alíquota poderá ser reduzida dos atuais 60% para até 30%, visando maior flexibilidade na política comercial. Além das mudanças tributárias para bens de consumo, o relatório aprovado pela comissão inclui uma medida de impacto social: a isenção total do Imposto de Importação para medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras ou negligenciadas que não possuam similar produzido em território nacional. A aprovação na comissão mista atesta a constitucionalidade e a adequação orçamentária da proposta, que agora segue para as etapas de votação no plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, no Senado Federal. A iniciativa busca equilibrar a arrecadação federal com a demanda por desoneração em itens de baixo valor e produtos essenciais para a saúde.
Tópicos relacionados
Comentários
Carregando comentários...
