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Congresso aprova fim da taxa de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50

O Congresso Nacional aprovou a Medida Provisória 1.357/2026, que permite ao Ministério da Fazenda zerar o imposto de importação para remessas de até US$ 50, encerrando a cobrança conhecida como 'taxa das blusinhas'.

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Foto: G1 Política
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03/09 às 16:45, atualizado 04/09 às 04:31

Pontos principais

  • A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei de Conversão 13/2026, derivado da MPV 1.357/2026, em votação simbólica realizada no dia 3 de setembro.
  • O Senado Federal ratificou a medida, que segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
  • A nova legislação altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 para permitir que o ministro da Fazenda reduza a zero a alíquota de importação para remessas de até US$ 50.
  • Para compras entre US$ 50 e US$ 3 mil, a alíquota de importação foi reduzida de 60% para 30%, com um desconto fixo de US$ 20 por encomenda.
  • O texto aprovado estabelece a isenção de imposto para medicamentos importados que não possuam similar nacional.
  • O Ministério da Fazenda fica obrigado a realizar avaliações técnicas periódicas sobre os impactos econômicos da isenção em setores como têxtil, calçados e cosméticos.
  • Plataformas de e-commerce deverão implementar mecanismos rigorosos contra fraudes fiscais, sob pena de multas ou proibição de operação no Brasil.
  • A tramitação foi acelerada por um acordo entre o governo federal e as presidências da Câmara e do Senado para evitar a perda de validade da MP em 8 de setembro.
  • Representantes da indústria e do varejo nacional criticaram a medida, classificando-a como um retrocesso econômico e uma estratégia de caráter eleitoreiro.

O Congresso Nacional concluiu a votação da Medida Provisória 1.357/2026, que extingue a cobrança de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente apelidada de 'taxa das blusinhas'. A aprovação ocorreu após uma articulação política intensa entre o governo federal e as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado, visando garantir a votação antes do prazo de validade da norma, que expiraria em 8 de setembro. O texto, aprovado na forma do Projeto de Lei de Conversão 13/2026, altera o Decreto-Lei nº 1.804/1980 e confere ao Ministério da Fazenda a prerrogativa de zerar a alíquota de importação para remessas de pequeno valor.

Além da isenção para compras de até US$ 50, a nova legislação promove ajustes na tributação de importações mais elevadas. Para encomendas entre US$ 50 e US$ 3 mil, a alíquota de importação foi reduzida de 60% para 30%, com a aplicação de um desconto fixo de US$ 20 por remessa. O projeto também assegura a isenção tributária para medicamentos importados que não possuam similar produzido em território nacional, uma demanda antiga de diversos setores da sociedade civil.

Para mitigar os riscos de evasão fiscal, o texto aprovado impõe obrigações rigorosas às plataformas de comércio eletrônico. As empresas deverão adotar sistemas robustos de conformidade contra fraudes, sob risco de sanções administrativas, multas pesadas ou até mesmo a proibição de operar no mercado brasileiro. Paralelamente, o Ministério da Fazenda deverá conduzir avaliações periódicas sobre os efeitos econômicos da desoneração, monitorando o impacto sobre a indústria nacional, especialmente nos segmentos de têxteis, calçados, acessórios, brinquedos e cosméticos.

A aprovação da medida é vista como uma vitória política para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a pouco mais de um mês das eleições de outubro. O presidente da Câmara, Hugo Motta, defendeu a iniciativa como uma forma de ampliar o poder de compra das famílias brasileiras de menor renda. Em contrapartida, entidades representativas da indústria e do varejo nacional manifestaram forte oposição, classificando a decisão como uma medida de caráter eleitoreiro que, segundo o setor, ameaça postos de trabalho e prejudica a competitividade das empresas brasileiras frente aos concorrentes estrangeiros.

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