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Flávio Bolsonaro nega irregularidades em financiamento de filme

Em sabatina na TV Globo, o candidato à Presidência defendeu a legalidade do patrocínio de Daniel Vorcaro para o filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

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Foto: Times Brasil
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28/08 às 22:15 · atualizado 29/08 às 09:31

Pontos principais

  • Flávio Bolsonaro afirmou que não houve irregularidades no financiamento do filme 'Dark Horse' pelo banqueiro Daniel Vorcaro.
  • O candidato declarou que o patrocínio não envolveu contrapartidas em seu mandato no Senado.
  • Segundo Flávio, os recursos foram destinados integralmente à produção, sem transferências para sua conta pessoal.
  • O candidato assegurou que a prestação de contas da produtora foi realizada dentro do prazo estabelecido.
  • Reportagem do g1 aponta que o perito contratado não teve acesso ao fundo americano que recebeu os valores.
  • A entrevista na TV Globo também abordou propostas de ajuste fiscal e segurança pública do candidato.

Durante sabatina na TV Globo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) foi questionado sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', que narra a biografia de seu pai, Jair Bolsonaro. O projeto recebeu patrocínio de Daniel Vorcaro, do Banco Master, fato que gerou questionamentos sobre a origem dos recursos e possíveis contrapartidas políticas. Em sua defesa, o senador negou qualquer irregularidade, afirmando que 'não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai'.

Flávio Bolsonaro sustentou que o montante de R$ 61 milhões foi repassado diretamente à produção cinematográfica, sem que houvesse qualquer transferência de valores para sua conta pessoal ou benefícios concedidos ao investidor durante seu exercício no Senado. O candidato garantiu que a prestação de contas foi apresentada pela produtora responsável antes do prazo de 30 dias. Contudo, apurações jornalísticas indicam que o perito contratado pela produtora não teve acesso ao fundo americano que recebeu os recursos, não sendo apresentadas notas fiscais ou comprovantes detalhados das transferências durante a entrevista.

O tema do financiamento do filme surgiu em um momento em que a campanha de Flávio Bolsonaro busca consolidar sua imagem e propostas para o pleito presidencial. Além da questão sobre o patrocínio, a sabatina serviu como plataforma para o candidato apresentar suas diretrizes econômicas, incluindo a proposta de um 'tesouraço' em ministérios e cargos comissionados, e anunciar o médico Cláudio Lottenberg como seu indicado para o Ministério da Saúde. A repercussão do caso do filme ocorre paralelamente ao início da propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, onde os candidatos intensificam suas estratégias de comunicação para o primeiro turno.

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