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Lula defende gestão pública dos Correios e comenta investigações sobre filho

Em entrevista à TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartou privatizar os Correios e afirmou que não interferirá em investigações da PF envolvendo o filho, Fábio Luís Lula da Silva.

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Foto: G1 Política
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27/08 às 21:45 · atualizado 28/08 às 00:32

Pontos principais

  • Sobre o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, Lula disse que ele "terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro" se cometeu ilícito, mas afirmou não haver prova de dinheiro público nem de conversa dele com qualquer ministro.
  • O presidente afirmou que não afastará delegado da Polícia Federal nem fará qualquer movimento para proteger o filho nas investigações em curso.
  • Sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, apontado por despesas pessoais pagas pela lobista Roberta Luchsinger, Lula disse que ele "errou" ao manter a relação, mas que as mensagens por si só não comprovam crime.
  • Lula negou conhecer a lobista Roberta Luchsinger, mas o Fato ou Fake, do g1, encontrou ao menos três fotos e um vídeo em que ela aparece ao lado do presidente.
  • O candidato descartou a privatização dos Correios e disse que a estatal, que acumula quatro anos seguidos de prejuízo e rombo de R$ 15 bilhões, passa por "enxugamento" sob nova administração.
  • Lula minimizou a dívida pública, hoje acima de 80% do PIB, atribuindo a alta aos juros de 14% ao ano e a um déficit fiscal de 2,8% herdado do governo anterior, e comparou o patamar ao dos Estados Unidos, com dívida de 120% do PIB.
  • O presidente disse que R$ 3 bilhões já foram ressarcidos a vítimas do desvio de recursos do INSS e que a fila do benefício, hoje com espera de 45 dias, será zerada na semana seguinte.
  • O plano de governo apresentado ao TSE propõe a criação de um Ministério da Segurança Pública, condicionada à aprovação da PEC da Segurança Pública, além da manutenção do arcabouço fiscal.
  • Dados do Serviço Geológico dos EUA confirmaram a afirmação de Lula de que o Brasil detém a segunda maior reserva de terras raras do mundo.

O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma série de entrevistas da TV Globo com os presidenciáveis mais bem posicionados nas pesquisas para 2026. Durante a sabatina, com César Tralli e Renata Vasconcellos, o chefe do Executivo abordou as investigações da Polícia Federal sobre o filho, Fábio Luís Lula da Silva. "Eu não sou do Ministério Público, eu não sou delegado, eu não sou juiz", disse Lula, ao afirmar que o filho responderá como qualquer cidadão caso tenha cometido ilícito. O presidente comparou a situação à sua própria condenação na Operação Lava Jato, anulada pelo Supremo Tribunal Federal em 2021, e disse que a então primeira-dama Marisa Letícia "morreu por conta da falsa acusação" feita contra ele.

Lula também comentou a relação entre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro e a lobista Roberta Luchsinger, apontada pela Polícia Federal como responsável pelo pagamento de despesas pessoais dele, como boletos, parcelas de financiamento, faturas de cartão e joias. O presidente chamou a lobista de "pilantra" e disse que é preciso apurar se houve liberação de dinheiro público antes de caracterizar crime.

A entrevista também serviu para o candidato detalhar pontos de seu plano de governo apresentado ao TSE, que inclui a criação de um Ministério da Segurança Pública, hoje negociada com o presidente da Câmara, Hugo Motta, e o do Senado, Davi Alcolumbre, além da manutenção das regras fiscais vigentes desde 2023.

No campo econômico, Lula reafirmou sua posição contrária à privatização dos Correios, dizendo que "desde 85 o Correio brasileiro vive em crise" e que a estatal, sob nova administração, passará por reestruturação. O presidente também minimizou o patamar da dívida pública brasileira, argumentando que o endividamento reflete a taxa de juros elevada e o déficit herdado do governo anterior, e que a expansão da economia será o principal motor para o reequilíbrio das contas. A participação na emissora ocorre em um momento de intensificação da campanha eleitoral, com o início da propaganda gratuita no rádio e na TV, onde o candidato petista detém o maior tempo de exposição entre os concorrentes ao Palácio do Planalto.

Fonte primária

Luiz Inácio Lula da Silva / TV Globo (Jornal Nacional, sabatina)

Lula diz que Marcola errou ao pedir dinheiro a lobista, que filho vai pagar se cometeu ilícitos e que deseja 'recuperar território' do crime

Na sabatina da Globo com César Tralli e Renata Vasconcellos, Lula disse que o filho Fábio Luís (Lulinha) 'terá que pagar como qualquer cidadão brasileiro' se cometeu ilícito, mas afirmou que não há prova de dinheiro público ou de conversa dele com qualquer ministro, e que não afastará delegado da PF nem fará 'movimento' para proteger o filho. Sobre o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Ribeiro (Marcola), disse que ele 'errou' ao manter relação com a lobista Roberta Luchsinger, chamando-a de 'pilantra', mas defendeu que as mensagens por si só não comprovam crime, sendo necessário provar liberação de dinheiro público. Negou conhecer Roberta e negou tê-la oferecido cargo. Descartou vender os Correios ('não considero vender'), disse que a estatal terá 'enxugamento' e associações para sair do prejuízo de R$ 15 bi. Sobre o INSS, afirmou que R$ 3 bilhões já foram ressarcidos e que a fila do benefício será zerada na semana seguinte. Disse que a dívida pública (acima de 80% do PIB) 'não preocupa', comparando com EUA (120% do PIB) e citando crescimento do PIB como parte da solução. Defendeu a PEC da Segurança Pública e a criação do Ministério da Segurança Pública, e afirmou que o Brasil está pronto para atuar com os EUA contra o narcotráfico.

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