Baixa adesão ao recurso 'Faça uma Pausa' vira foco de processo contra Meta
Dados revelados em tribunal mostram que apenas 1,8% dos adolescentes utilizam a ferramenta do Instagram, intensificando críticas sobre o design viciante da rede.
Pontos principais
- O recurso 'Faça uma Pausa' foi criado para incentivar adolescentes a interromperem o uso da plataforma após determinado tempo.
- Procuradores revelaram em julgamento na Califórnia que a taxa de adesão à ferramenta entre o público jovem é de apenas 1,8%.
- A Meta enfrenta um processo movido por 29 estados americanos sob a acusação de desenvolver produtos que prejudicam a saúde mental de menores.
- O CEO do Instagram, Adam Mosseri, foi questionado sobre a falta de transparência e divulgação pública desses dados de uso.
- Especialistas e denunciantes, como o ex-engenheiro Arturo Béjar, classificam as medidas atuais da empresa como superficiais.
- O processo judicial em curso nos EUA pode resultar em indenizações que chegam a US$ 200 bilhões para a companhia.
- No Brasil, a Meta enfrenta denúncias no Ministério Público por ações promocionais voltadas a menores em frente a escolas.
A eficácia das ferramentas de segurança do Instagram tornou-se o centro de um intenso debate jurídico nos Estados Unidos. Durante um julgamento em tribunal federal na Califórnia, o procurador do Colorado, Jason Slothouber, expôs que o recurso 'Faça uma Pausa', projetado para mitigar o uso excessivo por adolescentes, apresenta uma adesão de apenas 1,8%. A revelação reforçou as acusações de que a Meta prioriza o engajamento em detrimento da saúde mental dos usuários mais jovens, mantendo designs que incentivam o uso prolongado das plataformas. O caso faz parte de uma ação coletiva movida por 29 estados americanos, que buscam responsabilizar a empresa por práticas consideradas viciantes, com pedidos de indenização que podem atingir a marca de US$ 200 bilhões. Paralelamente, o CEO do Instagram, Adam Mosseri, tem sido pressionado a explicar por que dados de baixa adesão a mecanismos de proteção não foram divulgados publicamente pela companhia. Enquanto a Meta defende suas iniciativas de segurança, críticos como o ex-engenheiro Arturo Béjar argumentam que as mudanças implementadas até agora são insuficientes para resolver problemas estruturais nos algoritmos. No Brasil, o cenário também é de vigilância, com denúncias recentes ao Ministério Público de São Paulo sobre ações promocionais da empresa voltadas a menores, embora não haja previsão de implementação das restrições americanas em território nacional.
Tópicos relacionados
Cobertura da mídia
Comentários
Carregando comentários...
