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Meta fecha acordo de US$ 17 bilhões para encerrar ações sobre segurança de jovens

A Meta pagará até US$ 17 bilhões a 51 estados americanos para encerrar processos que acusavam a empresa de design viciante e coleta ilegal de dados de menores.

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Foto: G1 Mundo
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26/08 às 10:16, atualizado 18:32

Pontos principais

  • O acordo de US$ 17 bilhões será pago ao longo de 10 anos a 51 procuradores-gerais estaduais e territoriais dos EUA.
  • A ação judicial, iniciada em 2023, alegava violações da lei COPPA e de normas estaduais de proteção ao consumidor.
  • A Meta comprometeu-se a implementar um limite diário padrão de uso de 2 horas para usuários adolescentes.
  • Novas medidas incluem bloqueios noturnos, desativação de notificações durante o horário escolar e restrições a filtros de beleza.
  • A empresa deverá ocultar a contagem de curtidas para menores de idade e aprimorar os sistemas de verificação de idade.
  • O processo acusava a companhia de projetar o Facebook e o Instagram para estimular o uso compulsivo entre jovens.
  • A Califórnia, estado que liderou a coalizão, deve receber entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,1 bilhões para programas de saúde mental infantil.
  • O acordo exige que a Meta se submeta a auditorias independentes sobre suas práticas de segurança por um período de dez anos.
  • A empresa nega irregularidades e afirma que o compromisso visa estabelecer novos padrões de segurança para o setor de redes sociais.
  • O CEO do Instagram, Adam Mosseri, prestou depoimento durante o processo, enfrentando questionamentos sobre a gestão de riscos aos jovens.

A Meta firmou um acordo judicial de até US$ 17 bilhões com uma coalizão de 51 procuradores-gerais estaduais e territoriais dos Estados Unidos, encerrando uma série de ações movidas contra a empresa desde 2023. O processo, que contava com o depoimento de executivos como o CEO do Instagram, Adam Mosseri, acusava a gigante de tecnologia de projetar suas plataformas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes, além de coletar dados de menores de 13 anos sem o devido consentimento legal. O valor bilionário será desembolsado ao longo de uma década, com parte dos recursos destinados a iniciativas de saúde mental infantil.

Como parte dos termos do acordo, a Meta se comprometeu a implementar mudanças estruturais significativas no funcionamento do Facebook e do Instagram para usuários menores de 18 anos. Entre as medidas obrigatórias estão a imposição de um limite diário padrão de duas horas de uso, a ativação de bloqueios noturnos, a desativação de notificações push durante o horário escolar e a ocultação da contagem de curtidas. Além disso, a empresa deverá restringir o uso de filtros de beleza e aprimorar seus mecanismos de verificação de idade, sob pena de auditorias independentes que monitorarão o cumprimento das normas pelos próximos dez anos.

O caso, liderado por estados como Califórnia, Colorado, Tennessee, Kentucky e Nova Jersey, baseou-se em alegações de que a Meta violou a Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA) e diversas leis estaduais de proteção ao consumidor. Documentos apresentados durante o julgamento sugeriram que a empresa tinha conhecimento de que adolescentes eram expostos a conteúdos prejudiciais, como distúrbios alimentares e automutilação, em taxas superiores às dos adultos, o que gerou críticas sobre a priorização do lucro em detrimento da segurança dos usuários mais jovens.

Apesar da magnitude do acordo e das novas exigências operacionais, a Meta negou qualquer irregularidade ou admissão de culpa. Em comunicados oficiais, a empresa sustentou que o compromisso busca estabelecer um novo padrão de segurança para o setor de redes sociais, antecipando-se a futuras regulações. A decisão encerra um dos maiores riscos financeiros enfrentados pela companhia, que chegou a ser avaliado em cifras astronômicas durante o curso das investigações, e mantém a pressão sobre outras plataformas digitais que ainda enfrentam litígios similares sobre o impacto de seus algoritmos na saúde mental da juventude.

Fonte primária

California Department of Justice / Rob Bonta

Attorney General Bonta Secures Transformative $17 Billion Settlement with Meta, Proposed Settlement Includes Fundamental Changes to Instagram and Facebook

O acordo, pendente de aprovação judicial, prevê pagamento de Meta de até US$ 17 bilhões ao longo de 10 anos aos 51 procuradores-gerais estaduais e territoriais (Califórnia, Colorado, Tennessee, Kentucky e New Jersey como coliderança), encerrando ação de 2023 que alegava coleta ilegal de dados de menores de 13 anos, design viciante das plataformas e propaganda enganosa sobre segurança, em violação à COPPA e a leis de proteção ao consumidor da Califórnia. Califórnia deve receber entre US$ 1,5 e 2,1 bilhões, destinados a saúde mental infantil. Meta se compromete a: limite diário padrão de 2h para menores de 18 anos (podendo cair para 1h se outras plataformas adotarem regra similar); bloqueio noturno de meia-noite às 6h (ampliável para 22h-7h com adesão do setor); bloqueio de notificações das 22h às 7h e no horário escolar (8h-15h); proibição de filtros de procedimento estético para menores; ocultação de contadores de curtidas/reações para menores de 18; opção de feed não personalizado, sem algoritmo; resposta a 90% das denúncias de conteúdo em até 6h; verificação de idade reforçada para detectar usuários menores, inclusive remoção de menores de 13 anos; nomeação de auditor independente com relatórios periódicos; e proibição de alegações enganosas sobre segurança. Bonta declarou que o acordo traz 'mudanças massivas' e 'proteção real, transparência real e proteções reais e aplicáveis para as crianças'.

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