Meta fecha acordo de US$ 17 bilhões para encerrar ações sobre segurança de jovens
A Meta pagará até US$ 17 bilhões a 51 estados americanos para encerrar processos que acusavam a empresa de design viciante e coleta ilegal de dados de menores.
Pontos principais
- O acordo de US$ 17 bilhões será pago ao longo de 10 anos a 51 procuradores-gerais estaduais e territoriais dos EUA.
- A ação judicial, iniciada em 2023, alegava violações da lei COPPA e de normas estaduais de proteção ao consumidor.
- A Meta comprometeu-se a implementar um limite diário padrão de uso de 2 horas para usuários adolescentes.
- Novas medidas incluem bloqueios noturnos, desativação de notificações durante o horário escolar e restrições a filtros de beleza.
- A empresa deverá ocultar a contagem de curtidas para menores de idade e aprimorar os sistemas de verificação de idade.
- O processo acusava a companhia de projetar o Facebook e o Instagram para estimular o uso compulsivo entre jovens.
- A Califórnia, estado que liderou a coalizão, deve receber entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2,1 bilhões para programas de saúde mental infantil.
- O acordo exige que a Meta se submeta a auditorias independentes sobre suas práticas de segurança por um período de dez anos.
- A empresa nega irregularidades e afirma que o compromisso visa estabelecer novos padrões de segurança para o setor de redes sociais.
- O CEO do Instagram, Adam Mosseri, prestou depoimento durante o processo, enfrentando questionamentos sobre a gestão de riscos aos jovens.
A Meta firmou um acordo judicial de até US$ 17 bilhões com uma coalizão de 51 procuradores-gerais estaduais e territoriais dos Estados Unidos, encerrando uma série de ações movidas contra a empresa desde 2023. O processo, que contava com o depoimento de executivos como o CEO do Instagram, Adam Mosseri, acusava a gigante de tecnologia de projetar suas plataformas para estimular o uso compulsivo entre crianças e adolescentes, além de coletar dados de menores de 13 anos sem o devido consentimento legal. O valor bilionário será desembolsado ao longo de uma década, com parte dos recursos destinados a iniciativas de saúde mental infantil.
Como parte dos termos do acordo, a Meta se comprometeu a implementar mudanças estruturais significativas no funcionamento do Facebook e do Instagram para usuários menores de 18 anos. Entre as medidas obrigatórias estão a imposição de um limite diário padrão de duas horas de uso, a ativação de bloqueios noturnos, a desativação de notificações push durante o horário escolar e a ocultação da contagem de curtidas. Além disso, a empresa deverá restringir o uso de filtros de beleza e aprimorar seus mecanismos de verificação de idade, sob pena de auditorias independentes que monitorarão o cumprimento das normas pelos próximos dez anos.
O caso, liderado por estados como Califórnia, Colorado, Tennessee, Kentucky e Nova Jersey, baseou-se em alegações de que a Meta violou a Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA) e diversas leis estaduais de proteção ao consumidor. Documentos apresentados durante o julgamento sugeriram que a empresa tinha conhecimento de que adolescentes eram expostos a conteúdos prejudiciais, como distúrbios alimentares e automutilação, em taxas superiores às dos adultos, o que gerou críticas sobre a priorização do lucro em detrimento da segurança dos usuários mais jovens.
Apesar da magnitude do acordo e das novas exigências operacionais, a Meta negou qualquer irregularidade ou admissão de culpa. Em comunicados oficiais, a empresa sustentou que o compromisso busca estabelecer um novo padrão de segurança para o setor de redes sociais, antecipando-se a futuras regulações. A decisão encerra um dos maiores riscos financeiros enfrentados pela companhia, que chegou a ser avaliado em cifras astronômicas durante o curso das investigações, e mantém a pressão sobre outras plataformas digitais que ainda enfrentam litígios similares sobre o impacto de seus algoritmos na saúde mental da juventude.
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