Ex-diretor da Meta diz que empresa priorizou lucro sobre segurança infantil
Arturo Béjar testemunhou que a Meta ignorou riscos a menores para manter o engajamento, em meio a processos bilionários contra a companhia.
Pontos principais
- Arturo Béjar, ex-diretor de Engenharia da Meta, depôs em tribunal federal sobre práticas de segurança da empresa.
- O depoimento aponta que a Meta priorizou o crescimento e o uso prolongado das redes em detrimento da proteção de jovens.
- Béjar afirmou que a empresa possuía tecnologia para identificar menores de 13 anos, mas optou por não agir para preservar lucros.
- O ex-executivo declarou que Mark Zuckerberg participava diretamente das decisões de design das plataformas.
- A Meta negou as acusações, alegando que as declarações de Béjar extrapolam o escopo de suas funções anteriores.
O ex-diretor de Engenharia da Meta, Arturo Béjar, prestou depoimento no Tribunal Federal de Oakland, acusando a empresa de priorizar o engajamento e o lucro em detrimento da segurança de menores. Segundo Béjar, a companhia possuía capacidade técnica para identificar usuários com menos de 13 anos, mas decidiu não implementar medidas restritivas para evitar perdas financeiras. Ele ainda pontuou que o CEO Mark Zuckerberg tinha participação direta nas decisões de design que tornam as plataformas viciantes para o público jovem. A Meta refutou as alegações, classificando as falas como imprecisas. O depoimento ocorre em um momento de intensa pressão jurídica, com a empresa enfrentando processos de 29 estados americanos que buscam até US$ 200 bilhões por danos causados pelo uso de algoritmos viciantes no Facebook e Instagram.
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