Começa julgamento nos EUA que pode multar Meta em US$ 1,4 trilhão
Processo movido por 29 estados acusa a Meta de projetar o Instagram e o Facebook para causar dependência em crianças e adolescentes.
Pontos principais
- O julgamento analisa se a Meta enganou consumidores sobre a segurança de suas plataformas para menores de idade.
- A acusação sustenta que a empresa violou leis de privacidade ao coletar dados de jovens e projetar funcionalidades viciantes.
- A tese jurídica compara o impacto das redes sociais à indústria do tabaco, buscando responsabilizar a companhia por danos à saúde mental.
- Mark Zuckerberg e Adam Mosseri devem prestar depoimento no processo, que tem previsão de durar cinco semanas.
- A Meta nega as irregularidades e classifica as possíveis multas bilionárias como desproporcionais e sem fundamento.
Teve início na Califórnia um julgamento histórico contra a Meta, envolvendo uma ação coletiva movida por procuradores-gerais de 29 estados americanos. A empresa é acusada de projetar o Facebook e o Instagram para incentivar o uso compulsivo por crianças e adolescentes, além de coletar dados de menores de forma indevida. O caso, que pode resultar em multas de até US$ 1,4 trilhão, questiona a responsabilidade da companhia sobre a saúde mental de seus usuários mais jovens. A juíza federal Yvonne Gonzalez Rogers avaliará se a empresa deve ser obrigada a realizar mudanças estruturais, como a remoção da rolagem infinita. A Meta nega as acusações, afirmando que implementa proteções robustas e que os estados não apresentaram provas de danos reais. O processo deve se estender por várias semanas e contará com depoimentos de executivos como Mark Zuckerberg e Adam Mosseri.
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