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Ex-diretor da Meta diz que Zuckerberg priorizou engajamento sobre segurança

Arturo Bejar testemunhou que a Meta ignorou alertas sobre danos a jovens para focar em crescimento, em julgamento sobre o vício em redes sociais.

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Foto: Times Brasil
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19/08 às 16:45 · atualizado 20/08 às 07:51

Pontos principais

  • Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, prestou depoimento em processo movido por 29 estados americanos.
  • O depoimento aponta que Mark Zuckerberg incentivou uma cultura corporativa focada em engajamento em detrimento da segurança infantil.
  • Bejar afirmou que ferramentas de segurança, como o recurso 'Faça uma pausa', foram projetadas para falhar.
  • A acusação alega que a Meta utiliza algoritmos para tornar menores de idade usuários compulsivos das plataformas.
  • A empresa é acusada de violar leis federais de privacidade ao coletar dados de crianças menores de 13 anos.
  • A Meta nega as acusações, argumentando que investe em pesquisas de saúde mental e ferramentas de proteção para adolescentes.
  • O julgamento no Distrito Norte da Califórnia pode resultar em multas bilionárias e exigências de mudanças no modelo de negócios.

O ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Bejar, prestou um depoimento contundente em um julgamento federal que investiga se a empresa projetou suas plataformas para viciar e prejudicar jovens usuários. Segundo Bejar, a liderança da companhia, incluindo o CEO Mark Zuckerberg, fomentou uma cultura interna que priorizava métricas de crescimento e engajamento acima da segurança de crianças e adolescentes no Facebook e no Instagram. O ex-executivo relatou ter alertado internamente sobre os danos sofridos por usuários jovens, mas afirmou que suas preocupações foram ignoradas ou tratadas com ineficácia.

O processo, movido por uma coalizão de 29 estados americanos, alega que a Meta escondeu riscos de saúde pública e coletou dados de menores de 13 anos de forma ilegal. A acusação compara a postura da gigante de tecnologia às práticas de empresas de tabaco na década de 1990, sugerindo que o design das redes sociais foi intencionalmente criado para fomentar o vício. A Meta, por sua vez, rejeita as alegações, sustentando que as ferramentas de segurança são robustas e que os depoimentos de Bejar não refletem a realidade das operações da empresa. O julgamento, que ocorre em Oakland, é visto como um marco legal para definir a responsabilidade das big techs sobre o bem-estar mental de menores de idade.

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