Ex-engenheiro da Meta depõe em julgamento sobre danos a jovens
Arturo Bejar testemunhou contra a Meta em processo que investiga se a empresa projetou redes sociais para viciar e prejudicar usuários menores.
Pontos principais
- Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, retomou seu depoimento em tribunal federal em Oakland.
- A ação judicial é movida por uma coalizão de estados americanos contra a gigante de tecnologia.
- O processo alega que o Instagram e o Facebook foram desenhados para viciar jovens e coletar dados de forma ilegal.
- Bejar afirmou ter alertado executivos, incluindo Chris Cox, sobre os danos sofridos por usuários jovens.
- A Meta nega as acusações e contesta a relevância dos depoimentos de Bejar para o caso.
O julgamento em curso em Oakland representa um marco legal na discussão sobre a responsabilidade das plataformas digitais em relação ao bem-estar de menores de idade. Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia da Meta, reforçou em seu depoimento que a liderança da companhia tinha conhecimento prévio sobre os riscos enfrentados por jovens usuários, citando alertas enviados a executivos como Chris Cox. A coalizão de estados que move a ação sustenta que a empresa priorizou o engajamento e a coleta de dados em detrimento da segurança dos adolescentes.
Em sua defesa, a Meta argumenta que as declarações de Bejar estão fora do escopo de sua atuação na empresa e nega que suas plataformas tenham sido projetadas para causar danos. O desfecho deste processo é visto como um teste fundamental para a regulação das redes sociais nos Estados Unidos, podendo estabelecer precedentes sobre a responsabilidade corporativa no ambiente digital.
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