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Ex-executivo da Meta depõe em julgamento sobre segurança infantil

Arturo Bejar, ex-diretor da Meta, afirmou em tribunal que Mark Zuckerberg priorizou o engajamento em detrimento da segurança de menores nas plataformas.

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Foto: G1 - Economia
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19/08 às 08:32 · atualizado 14:45

Pontos principais

  • O julgamento em Oakland analisa se a Meta priorizou o engajamento em detrimento da saúde mental de usuários jovens.
  • Procuradores alegam que a empresa ocultou pesquisas internas sobre o vício e coletou dados de menores de 13 anos sem autorização.
  • Arturo Bejar, ex-diretor de engenharia, declarou que a empresa possuía tecnologia para identificar menores, mas optou por não agir por razões financeiras.
  • Ferramentas como rolagem infinita e algoritmos de recomendação são apontadas como mecanismos que incentivam o uso prolongado.
  • A defesa da Meta nega as acusações, argumentando que as declarações de Bejar extrapolam suas antigas funções na companhia.
  • O processo pode resultar em indenizações de até US$ 200 bilhões e contará com depoimentos de executivos como Mark Zuckerberg.

Teve início em um tribunal federal na Califórnia o julgamento que investiga a responsabilidade da Meta na proteção de menores em suas plataformas. A acusação, movida por 29 estados americanos, sustenta que a companhia projetou o Instagram e o Facebook para maximizar o tempo de tela de adolescentes, ignorando riscos à saúde mental. Em depoimento recente, o ex-diretor de engenharia da Meta, Arturo Bejar, afirmou que Mark Zuckerberg detinha o poder de decisão final sobre os produtos e priorizava o crescimento e a rentabilidade em vez da segurança infantil. Segundo Bejar, a empresa possuía tecnologia capaz de identificar usuários menores de idade, mas optou por não implementar medidas restritivas por motivos financeiros. Em contrapartida, a defesa da Meta nega as alegações, sustentando que os documentos foram retirados de contexto e que as declarações de Bejar extrapolam suas antigas funções na organização. O julgamento, que deve durar entre seis e oito semanas, contará com o depoimento do próprio CEO Mark Zuckerberg e do chefe do Instagram, Adam Mosseri. Uma eventual condenação pode custar à Meta até US$ 200 bilhões em indenizações. O caso ocorre em um momento de pressão regulatória global, que também afeta outros setores, como a disputa da Disney com a FCC e os desafios logísticos enfrentados pela Europa devido à seca.

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