Casas Bahia demite 3 mil funcionários e propõe parcelar rescisões
Varejista em recuperação judicial busca reduzir custos com cortes de pessoal e propõe pagar verbas rescisórias em até três anos com descontos.
Pontos principais
- O Grupo Casas Bahia desligou 3 mil colaboradores como parte de seu plano de reestruturação financeira.
- A empresa propôs o parcelamento das verbas rescisórias em um prazo de até três anos, com aplicação de descontos sobre os valores.
- O plano de recuperação judicial da rede declara uma dívida total de R$ 17,3 bilhões.
- Cerca de 300 lojas foram fechadas pela companhia desde o início do processo de transformação.
- O Sindicato dos Comerciários de São Paulo contesta as demissões por falta de negociação coletiva prévia.
O Grupo Casas Bahia anunciou o desligamento de 3 mil funcionários, medida que se soma a um processo mais amplo de reestruturação que já acumula quase 12 mil cortes desde 2023. A varejista, que enfrenta dificuldades financeiras severas com uma dívida declarada de R$ 17,3 bilhões, apresentou um plano de recuperação judicial que prevê o parcelamento das verbas rescisórias dos trabalhadores demitidos em até três anos, incluindo a aplicação de descontos sobre os montantes devidos. A estratégia visa aliviar o fluxo de caixa da companhia, que também fechou cerca de 300 unidades físicas no período.
A proposta tem gerado resistência, com o Sindicato dos Comerciários de São Paulo buscando a anulação das demissões sob o argumento de ausência de negociação coletiva prévia. Especialistas apontam que, embora verbas de natureza estritamente salarial possuam proteção legal limitada a cinco salários mínimos com pagamento em até 30 dias, outros direitos como férias e 13º proporcional podem ser incluídos na fila de credores, sujeitos ao deságio proposto no plano. Trabalhadores desligados após o protocolo da recuperação judicial, contudo, são classificados como credores extraconcursais e devem receber seus valores integralmente e fora do cronograma de parcelamento.
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