Ex-funcionários do Grupo Casas Bahia aguardam verbas rescisórias
Mais de 3 mil ex-colaboradores enfrentam dificuldades financeiras após o Grupo Casas Bahia incluir verbas rescisórias em seu plano de recuperação.
Pontos principais
- Grupo Casas Bahia entrou em recuperação judicial em agosto para renegociar dívida de R$ 17,3 bilhões.
- Cerca de 3 mil demitidos tiveram seus pagamentos incluídos na lista de credores, travando o acesso aos valores.
- Justiça do Trabalho concedeu liminar suspendendo as demissões coletivas e exigindo o restabelecimento dos vínculos.
- Trabalhadores relatam dificuldades no acesso ao FGTS, seguro-desemprego e falta de transparência da empresa.
Mais de 3 mil ex-funcionários do Grupo Casas Bahia enfrentam um cenário de incerteza financeira após a empresa incluir o pagamento de suas verbas rescisórias na lista de credores da recuperação judicial. O processo, iniciado em 16 de agosto para renegociar uma dívida de R$ 17,3 bilhões, impede que os valores sejam quitados de forma imediata, deixando os trabalhadores sem acesso a recursos básicos como o FGTS e o seguro-desemprego.
Em resposta à situação, a Justiça do Trabalho emitiu uma liminar que suspende as demissões coletivas e determina o restabelecimento provisório dos contratos, medida que a companhia tenta reverter judicialmente. Enquanto o impasse jurídico persiste, negociações mediadas pelo Cejusc buscam alternativas para antecipar o pagamento aos ex-colaboradores, que também relatam cobranças indevidas de carnês de compras realizadas durante o período em que ainda mantinham vínculo empregatício com a rede varejista.
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