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Ações da Casas Bahia despencam 30% após pedido de recuperação judicial

Varejista reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e oficializou pedido de recuperação judicial para reestruturar dívidas.

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Foto: Folha de São Paulo - Mercado
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17/08 às 11:03 · atualizado 18/08 às 08:27

Pontos principais

  • As ações da Casas Bahia (BHIA3) registraram queda superior a 30% no pregão após o anúncio.
  • A empresa reportou um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026.
  • O endividamento total do grupo alcançou R$ 17,3 bilhões, com patrimônio líquido negativo de R$ 8,27 bilhões.
  • A varejista iniciou um plano de reestruturação que inclui o fechamento de 298 lojas e o corte de cerca de 3 mil vagas.
  • A companhia negocia um financiamento 'debtor-in-possession' (DIP) de R$ 1 bilhão para manter as operações.
  • A auditoria Ernst & Young absteve-se de emitir parecer sobre as demonstrações financeiras, citando incertezas operacionais.
  • O conselho de administração sofreu baixas com a renúncia de dois conselheiros e do diretor jurídico e tributário.

O Grupo Casas Bahia oficializou um pedido de recuperação judicial para renegociar um passivo de R$ 17,3 bilhões, movimento que desencadeou uma forte reação negativa no mercado financeiro. As ações da companhia (BHIA3) despencaram mais de 30% durante o pregão, refletindo a desconfiança dos investidores diante do prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões reportado no segundo trimestre de 2026. O resultado financeiro, significativamente superior ao prejuízo de R$ 978 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, foi impactado por baixas de ativos e custos elevados de reestruturação. Em meio à crise, a auditoria Ernst & Young optou por não emitir parecer sobre as demonstrações financeiras, apontando incertezas relevantes sobre a continuidade operacional da rede. Para tentar reverter o cenário, a empresa busca um financiamento 'debtor-in-possession' (DIP) de R$ 1 bilhão, contando com o apoio de credores como Bradesco e Banco do Brasil. O plano de reestruturação, que visa gerar caixa positivo até 2027, já resultou no fechamento de 298 unidades físicas — quase 30% da rede — e na demissão de cerca de 3 mil funcionários. A governança da companhia também passa por mudanças, com a renúncia de membros do conselho de administração e da diretoria jurídica. A varejista atribui as dificuldades ao ambiente de crédito restritivo, aos juros elevados e à intensa concorrência no setor. A entrada no processo de recuperação judicial é vista como uma medida de última instância para garantir a sobrevivência da operação, enquanto a empresa tenta focar em uma estrutura mais enxuta e eficiente para retomar o retorno sobre o capital.

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