Ações da Casas Bahia despencam 30% após pedido de recuperação judicial
A varejista reportou prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026 e oficializou pedido de recuperação judicial para reestruturar dívidas.
Pontos principais
- As ações da companhia (BHIA3) registraram queda de 30,3%, sendo negociadas a R$ 0,46.
- O prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre de 2026 marca uma forte deterioração ante o prejuízo de R$ 978 milhões em 2025.
- A dívida total do grupo soma R$ 17,3 bilhões, com patrimônio líquido negativo de R$ 8,27 bilhões.
- A empresa busca um financiamento 'debtor-in-possession' (DIP) de R$ 1 bilhão com apoio de bancos como Bradesco e Banco do Brasil.
- O plano de reestruturação incluiu o fechamento de 298 lojas e o corte de cerca de 3 mil postos de trabalho.
- Houve renúncias na alta cúpula, incluindo a saída de conselheiros e do vice-presidente jurídico.
- A auditoria Ernst & Young absteve-se de emitir parecer sobre as demonstrações financeiras da varejista.
O Grupo Casas Bahia oficializou nesta semana um pedido de recuperação judicial em meio a uma crise financeira profunda. A decisão ocorre após a empresa reportar um prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026, resultado que gerou uma reação imediata do mercado e provocou uma queda de mais de 30% nas ações da companhia na bolsa. O cenário de insolvência é agravado por um endividamento total de R$ 17,3 bilhões e um patrimônio líquido negativo de R$ 8,27 bilhões, levando a auditoria Ernst & Young a se abster de opinar sobre os balanços da varejista.
Para tentar manter suas operações, a empresa negocia um financiamento 'debtor-in-possession' (DIP) de R$ 1 bilhão, contando com o suporte de credores como Bradesco e Banco do Brasil. Paralelamente, a varejista implementou um plano de reestruturação que já resultou no fechamento de 298 unidades — quase 30% de sua rede física — e na demissão de cerca de 3 mil funcionários. A crise também atingiu a governança da companhia, com a renúncia de membros do conselho de administração e da diretoria jurídica. O objetivo da gestão é reduzir a estrutura operacional para focar em margens e retorno sobre o capital, buscando alcançar um fluxo de caixa positivo até 2027.
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